Aujourd'hui

''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

De ouvir uma voz e se dispersar os sentidos,
é mais que sentir um instante em si
Em que não saber como se invade os poros,
como se cogita o levitar como caminho,
faz desses pequenos tons, vivas metáforas
condizentes do próprio tempo...

Tilintam o estranho como porvir necessário
A pausa do comum pra distrair a própria calma
em reencontrar-se nas preciosidades perdidas

De pouco nos revelamos extremos
nos florescimentos inexatos em perdições da mente
de leve, agudas, inerentes

mas donas de um dia além do seu pôr de sol,
nascer da lua, é advinda de um coração inexplicável,
aprendendo a recitar cada dia mais seus pulsares

devagar e puramente...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Um instante,
em que acordar de sobressalto
traz uma sinestesia, uma beira que não se sabe se é delírio
como a beleza, efêmera e inexplicável...

Posterior,
contorna o outro lado, um lado sutil
- à sombra do sorriso perolado

De um adeus,
que não dado

ao tempo de sentir,
é recordado.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Das coisas bonitas e preciosas,
que tanto se quer engrandecer, compartilhar
Sinto que queria diferenciar,
ao encolher estas numa partícula

Volumosa, concisa de seu brilho,
tão aguçada que seu existir por si só
seja a sinestesia desse porvir

Que te compactasse,
como uma pérola que aparece sob um pescoço declinada;
torna-se desculpa, promoção alheia,
mas o que dela se vale é a proporção de que ali está

Porque é obra de quem deseja de todo olhar e coração,
perceber como parte pura do que enche o peito
Estufa com o gosto do imprescindível,
o ar que preenche o respirar por inspirar

Pode parecer de um lume pequeno,
mas é da raridade dos pequenos apelos
para as infidáveis ternuras
de teu retrato sem nome, sem governo

- e assim, de súbitas transformações e vivências inteiras.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Como brilho dos dentes do fundo da chaga da chama
que pede porque não sabe como de outro modo
se pode (in)saciar o que é viver

(...)


quinta-feira, 27 de outubro de 2011


Quando o tempo esquece a validade e só conta a intensidade...!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

De sentir tua respiração sob meu peito,
eu redescobri metades que sem medidas disseram
em minuto d'uma noite,
um gosto de infinito entoado no próprio
efêmero palpável
- como carinho nosso de cada dia

Um definição passível de paradoxal
do que se conclui em silêncio,
avolumando a certeza que em si cresce,
como raiz...

O amadurecimento de cor de rubor,
de palidez, de cansaço,
da transparência viva de poros
crus e inexatos

É de cálculos sem fronteiras dizíveis,
plenos desses esboços contínuos,
da inspiração pura de uma presença
Intensa até de medo de uma surpresa
que seja uma ausência não-quista;

mas em mesmo,
a leveza de se abrir
e do vazio,
ver de novo a descoberta

Como brindar a palavra muda
com a intenção única
de elevar a percepção desta
Como esse instante infalível,
porém intocável

Neste, aonde em que se permite
da metáfora a vida em matéria, eis:
meus lábios que beijam teus olhos
e eu te revelo, uma vivência
sem escrita pontuada

posto,

que pouco a pouco minhas mãos te chegam
e pedem fôlego
só pra desaprender

e continuar,
de novo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A boca sedenta e uma gotícula besta, derramada...



Viva o vinho
que borda a aurora
(nem que da boca abóbada!)
do rubro sublime, bonito...


Já que dela,
a chuva,

egoísta,
consumiu...!