estou aqui, descobrindo a manhã na escuridão do horário de verão
e notando a peripécia dos pássaros que já nascem o dia em seu canto
- mesmo sem luz matinal, e eu penso daonde se orientam tão vívidos.
uma natureza que não explica a força que contêm
e vem com aquela ânsia de perplexidade
traduzida aqui pra dentro como o que não se explica
- e eu sempre digo que - se sente.
eu não aguento mais tua falta, meu amor...
é isso que me consome.
eu poderia matar e morrer pela certeza que eu tenho,
mas não sei manter isso aqui.
inerte como morto
se a vida ressurge nesses pássaros,
numa canção,
em mim, ''...aflita e só
confusa e sem, você por aqui...''
o que coincide sem eu querer
dá a erupção das lágrimas da minha melancolia seca
que dói com esse curso salgado pelo rosto,
provocando a boca da falta de palavras doces
e do teu gosto a trazer ternura pra eu reproduzir em versos.
essas mãos doentias só tecem nós
de palavras entaladas na garganta
e nunca mais aquele mesmo
que é tudo e é infinito
- e justo, o inconcebível retraíndo sua verdadeira posse:
o vazio contornando páginas brancas,
as estrelas apagadas no impossível que me fez dormir
E levantando de madrugada, me trouxe até aqui,
sem tuas palavras, sem teu cheiro,
sem a noite entusiasmada de existir simplesmente ;
um oco me fere e se refere às saudades que não deixam nunca
as horas passarem simples por aqui...
Aujourd'hui
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
A minha parte mortal...
O tempo me condena sem uma sentença que se distancia de querer verdade
E quando eu assumi o infinito de um amor, aqui dentro,
eu não estava pronta pra desistir, meu amor.
E é assim, que a minha covardia
é a minha força...
...........................até agora.
E quando eu assumi o infinito de um amor, aqui dentro,
eu não estava pronta pra desistir, meu amor.
E é assim, que a minha covardia
é a minha força...
...........................até agora.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
''(...) Através do vidro - do vidro ou das lágrimas? - as estrelas me parecem incrivelmente distantes. Fecho a cortina."
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
e de repente...
me vejo deparada a ter de engolir um infinito a seco...
e o que se faz com as gorfadas que vão uma a uma apertando o coração
e tirando o fôlego do pouco e único entendimento?
não é razão,
mas é motivo.
e numa lógica insuficiente que responda,
mas mantém vivo
o que agora só vai existir.
pra ser um pouco mais fraco,
sofrer calado,
ignorar uma parte.
e justo a mais intensa.
se o infinito vai se redimir ao pó do não-acontecimento,
justo aos acasos do que diz-se finito por finito,
eis o tempo novamente,
resumindo a vida nas entrelinhas que eu nunca saberei projetar
entre meus dedos de fazer e de não conseguir segurar.
"(...) E o seu amor que agora era impossível — que era seco como a febre de quem não transpira era amor sem ópio nem morfina. E "eu te amo" era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé. (...)"
e o que se faz com as gorfadas que vão uma a uma apertando o coração
e tirando o fôlego do pouco e único entendimento?
não é razão,
mas é motivo.
e numa lógica insuficiente que responda,
mas mantém vivo
o que agora só vai existir.
pra ser um pouco mais fraco,
sofrer calado,
ignorar uma parte.
e justo a mais intensa.
se o infinito vai se redimir ao pó do não-acontecimento,
justo aos acasos do que diz-se finito por finito,
eis o tempo novamente,
resumindo a vida nas entrelinhas que eu nunca saberei projetar
entre meus dedos de fazer e de não conseguir segurar.
"(...) E o seu amor que agora era impossível — que era seco como a febre de quem não transpira era amor sem ópio nem morfina. E "eu te amo" era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé. (...)"
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
| ''...Sommes nous les jouets du destin | Somos nós os brinquedos do destino |
| Souviens toi des moments divins | Lembre-se dos momentos divinos |
| Planants, éclatés au matin | Momentos de bem estar, menisfestados de manhã |
| Et maintenant nous sommes tout seul | E agora nós somos tão sozinhos |
| Perdus les rêves de s'aimer | Perdidos os sonhos de se amar |
| Le temps où on avait rien fait | O tempo que não tinhamos feito nada |
| Il nous reste toute une vie pour pleurer | E nos resta toda uma vida para chorar |
| Et maintenant nous sommes tout seul | E agora nós somos tão sozinhos...'' |
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
a perplexidade pausada no peito
ondas monumentais e infinitas vão
debatendo-se dentro de mim
atordoando o corpo em seus impulsos
mais fatais
e no abstrato imenso,
que é seu infinito.
e não se vendo vai fechando os olhos e indo pra dentro
e secando a boca,
e o vento úmido ressalva os cabelos da face,
mas não deixa de dizer,
que o tempo vem se acumulando pelos cantos...
a saliva de silêncio se acumula no que aprecia
e definha as garras pra escalar a própria força
e em slow motion,
vai continuar.
debatendo-se dentro de mim
atordoando o corpo em seus impulsos
mais fatais
e no abstrato imenso,
que é seu infinito.
e não se vendo vai fechando os olhos e indo pra dentro
e secando a boca,
e o vento úmido ressalva os cabelos da face,
mas não deixa de dizer,
que o tempo vem se acumulando pelos cantos...
a saliva de silêncio se acumula no que aprecia
e definha as garras pra escalar a própria força
e em slow motion,
vai continuar.
Julien
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