Hoje encontrei a árvore que inspirou algumas das minhas mais lindas metáforas,
decepada.
Poderia ter sido um corte na minha garganta*, também,
mas meu cachecol me protegeu.
Na volta, minhas mãos o apertaram,
entre os dedos nós que não aplacam linhas claras,
mas me aquecem preenchendo
a falta de um enlaçamento que (de algum modo)
permanece como chama para brasa alta queimar
a tristeza aqui de dentro
e deixar
sentir apenas frio, para entender calor, também.
É sempre a busca pelo mais simples.
No crepúsculo uma ausência
dessa vida correndo na chuva,
inundando os olhos
e as horas caindo,
...
eis-me, aqui.
*lembra da última vez que estávamos no escuro daquela sombra?
uma hipérbole eufemista, para nossa tentação,
consumida,
toda e literalmente.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
quinta-feira, 9 de julho de 2009
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