''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

domingo, 30 de janeiro de 2011

A força branda de um puro selvagem.

Um toque da manhã em luz derradeira
abrindo fendas no chão, de puros caminhos
São entre vértebras cruas de um inspirar insvisível
respirado num passo além de pés, vivo de tudo

Um gota quase vazia,
translúcida de tudo que existe
torna o efêmero um real compartilho
que revela o essencial em um simples único

Deixa um limiar além do que se conhece,
abrindo teias entre laços enrodilhados
Compartilhando a cor sublime de um fluxo
encostado nas ondas de águas calmas
repletas do que nos imuniza e conduz
em viva pele

Como vincos ao longo do corpo
de mapas de intensas flores de emoções brutas
Vistas aos olhos, mas condensadas de um fruto
Que a aurora brinda na luz, em gota, teias e caminhos
em coro do tempo, que mesmo pareça um impresso fim
não denota como eco de um mundo,
o que inspira e eterniza o seu gosto,
desse puro fundo.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ensaio de uma felicidade lenta.

O intenso do meu empalidecer de olhos
é ajustar a paisagem com o inconcluso sentir de tudo
- que é vital e lento.

Aparece como quem repara o que germina, já consumindo
E no intocável manusear do que
entre consequência resplandece,
brota uma luz nesses olhos nus

E então, por fim o que me recobre
no horizonte cru
Vide do imenso sentir
- muito mais pleno que os próprios olhos

Em que é de imensas saudades
que esses embalos de
dias azuis, têm por vir.
(que ainda tenta.)
AH, EU TE AMO!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

A fina película de uma cegante luz.

O largo que abre o peito discretamente
é uma fenda que escurece com o céu:

de repente é tão forte, que vibra o medo,
abre o imprevisível, e de indizível profundo
é um belo chamado de um entorno do efêmermo marco
de viver o intenso infinito como compreender um fechar de olhos.

domingo, 16 de janeiro de 2011

aspas ironicamente reais.

'quando se é bom, o discurso tem de ser melhor que o efeito. porque depois vais esperar mais da beleza já que, afinal, é das surpresas uma sucessão pra não se sentir mais fraco, e sem total necessidade de ir pra frente - mas uma coisa: o tripé de uma flor, é um efêmero efeito de uma fuga bonita, mas com direto e terroso fim.'

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Hoje eu a...

olhar a ferida a dentro e sentir da sua superfície a marca de uma entrega, em que mesmo a cor da gota sangrada, sob a terra ter mudado de tom, é estreito formato de amostra viva; e mesmo seco, mesmo grossamente vivo, é pelo que eu, estava lá.