''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

a nostalgia numa folha corrente
esvai a força com que nasce
pro peito que a derrapa num suspiro forte,
de perto.
vai como barcos flutuam no céu,
uma brisa leve e o contorno de tudo
são palavras leves e embalos constantes,
em fluxos da verdade de ponta-cabeça,
navegando do fundo do céu,
barcos de papel.
e palavra imunes, flutuantes no respirar fundo,
intenso,
intermitente.
e sempre mais...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Cansa-te os olhos e abre o peito.
Que medo que o teu medo
seja espelho do meu avesso
Uma euforia instantânea e a efêmera consciência da realidade
se transfundindo no mesmo instante de vidro
e uma ilusão simples
Entre imagens e as vontades impedidas
pela veracidade de olhos nus
e as cores vibrantes, covardes
de toda a complexidade de existir entre minimalidades
A conversão de um choro na saliva
da boca conservada na saciedade de palavras brutas
E ouvidos falhos, entre canções emaranhadas
de um tempo e seus ruídos
Não se diz o que demora
pois o imprevisível é um gomo
que explode na mão sem força
a intensidade de receber apelos em extensão calma
E do sulco a alma num toque, entre o tempo-presente
embeber a verdade d'uma saciedade silenciosa,
conivente com a entrega e o caos de receber o mundo
num pensamento em si.
...e dentro de teus olhos uma história cristalizada.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O pulmão de uma primavera.
o gesto marcante de tuas mãos constantes sob minhas costas
era mesmo uma repetição que disse como essa impressão tão forte,
de que era justo pra desabrochar minhas asas...