Respira. (me ajuda a ter paz pra respirar)
Respira após submergir que a volta
do mergulho tem seu choque,
o vento do desconhecido em plena superfície parecendo de sempre,
um gosto amargo do mais do mesmo no sublime (des)encantamento de esperar além do mundo,
indo só um pouco além dos pés...
mas é mesmo que um gole só de ilusão não inebria um mundo brando e sublime
de acreditar em fazer plenitudes e não esperar pelo norte entre rosas-do-vento efêmeras e cantos distantes...
o fundo respira mais uma vez
e o peito tenta,
arfar sopros de coragem que denomine mais uma vez,
sim,
mais do mesmo caminho, como novo.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
sábado, 16 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
mais dia, mais noite.
os fragmentos notam um chão que os pés se comovem em viver;
retorcem os passos em fatais escolhas e a pele como sinal claro e vivo
de tudo o que se encaminha e todas as partes do corpo e da vida responderão...
riscos e medidas sem par,
uma notícia que não se apega ao girar íntegro do mundo,
pois um instante se desfaz sem carregar nada...
ao mesmo, tudo permanece e transmuta a essência
com as terras que se movem, e o eco que permanece.
quê me dirás sem voz quando a paz não for só um título?
quanto tempo mais que a falta dos teus olhos criarão distância em vento
e águas entre nós, deserto entre nós, notas e aguçado vazio
que completa uma paisagem sobre o real?
secando a tinta e esvaindo o frasco de mais um pouco e abrindo mais um tanto
e repetindo, sem pergunta, sem voz, sem você,
mas como tudo.
epiderme,
estrela,
luz,
verme...
uma mão sob o tempo e a densidade toda
que canta um palpitar úmido,
dia após dia e a par de tudo mudar, sem dia que conte
toda a descoberta que aponta.
entra mais vento e responde mais sutileza
- de violências rasgadas em palavras tantas
e vontades imensas que não saceiam até hoje.
retorcem os passos em fatais escolhas e a pele como sinal claro e vivo
de tudo o que se encaminha e todas as partes do corpo e da vida responderão...
riscos e medidas sem par,
uma notícia que não se apega ao girar íntegro do mundo,
pois um instante se desfaz sem carregar nada...
ao mesmo, tudo permanece e transmuta a essência
com as terras que se movem, e o eco que permanece.
quê me dirás sem voz quando a paz não for só um título?
quanto tempo mais que a falta dos teus olhos criarão distância em vento
e águas entre nós, deserto entre nós, notas e aguçado vazio
que completa uma paisagem sobre o real?
secando a tinta e esvaindo o frasco de mais um pouco e abrindo mais um tanto
e repetindo, sem pergunta, sem voz, sem você,
mas como tudo.
epiderme,
estrela,
luz,
verme...
uma mão sob o tempo e a densidade toda
que canta um palpitar úmido,
dia após dia e a par de tudo mudar, sem dia que conte
toda a descoberta que aponta.
entra mais vento e responde mais sutileza
- de violências rasgadas em palavras tantas
e vontades imensas que não saceiam até hoje.
...mas vamos tentar.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Perceber a paisagem é engolir a sinfonia do olhar com o coração. Saber sentir a brisa fazendo o dançar dos cabelos, o corpo caminhando com as pedras e as precauções do passo como ritmo de um momento, uma chegada e uma recordação. Os olhos fitam uma condição e o coração responde o que palpita. A boca sente o gosto mas é a garganta que retêm o sustento. O restante do caminho é tempo e céu encaminhando suas vias de descobrir por debaixo da existência toda o sagrado sem milagre que explora as mãos e deixa as identidades vivas;
podemos tanto e recebemos com as mãos atadas...
enquanto sonham plenas, estendidas.
pequena lalande sussurrada.
sábado, 9 de outubro de 2010
Tento, tento.
dias de esquecer, de lembrar,
de sonhar, e, ah, não sei mais...
esquecí como são passarinhos
e fui suspirar.

de sonhar, e, ah, não sei mais...
esquecí como são passarinhos
e fui suspirar.
lalande.
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