''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

domingo, 3 de outubro de 2010

O que não te dizer porque os olhos repetem...

a melancolia e seu retrato puro
respondem ao mundo muito mais do que ele pode ver
e é devagar a devastação de nós mesmos,
num sentir tão profundo que toca no que nos é mais bonito;

o céu cinza abriu os olhos
e um raio de sol penetrou meu caminho...
mas meus pés não esperavam alcançá-lo,
porque se sabe como o confiar naquilo que sinto
- a que nada repete, compete, mas existe:
o caminho a frente e os olhos levantados,

uma distância simétrica que as palavras não completam,
mas a promessa de chuva responde.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Um doce sonho de engano (vivendo o lúdico de um real demais).

As flores no asfalto
são os pingos da chuva, puro ácido...

não são.

É um sentimento agudo e
uma realidade tênue,
sem caminho que estreite meus planos.
é rente das pedras entre sementes;

o sentimento exalando inútil o ventre rubro,
os cabelos estendidos diante o frio e qualquer medo
Terra molhada, densa camada encharcada.

Horizonte além dos olhos
Sente a pálpebra o calor
de dentro:

fecha e sente a lágrima
sagrada, de uma fatalidade que acertou em cheio
o que é amor,


e deixou sangrar...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

tears!

as gotículas do céu se afastam,
e o que o substitui no céu me liquefaz a fronte;
e o que deveria torrar a pó, é cisco à vista

e fica apenas o enuviar a tornar atraente um fim de dia:
espumas carmins brindando a calma de sobreviver
as selvagerias concretáveis que graças!, a alma não absorve.

terça-feira, 28 de setembro de 2010


...Looks like the devil's here to stay
...''
;;
;

domingo, 26 de setembro de 2010

o quê do dia que não quis ser

enquanto a primavera deglute as flores em saliva celeste,
meu estômago fulmina o alimento (longe das borboletas)
e o coração vive a fome que a boca só condiz dizendo truculências;
essas vaias tímidas... enquanto mastiga o dia.

(por dentro dizia: saudadessaudadessaudadessaudadessaudadessaudades)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

...me diz pra onde é que inda posso ir...''

Um mundo inteiro e um tamanho que não é
tudo o que lhe apetece, e não é apenas mundo

Pulsa a dúvida de como substâncias raras
se desfazem e esfaleçam todo os elementos que combinam,

mas derramam um óleo puro que rasteja indiferente e abre esferas
e chama distâncias; e derrete um outro infinito, céu concebido
mas nada tão imenso e inevitável quanto este vazio nas mãos.

o mundo que não te avulsa.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pelo tempo e o que se diz hoje.

A primavera chegou hoje, além do nosso quintal:
ela espera que brotem flores, dos nossos guarda-chuvas!