pra você que hoje de novo por aqui não está:
a minha valsa de um gosto pleno, pela língua que sente sem precisar dizer,
dos olhos que entregam mesmo sem direção,
e toda luz que emana dos poros flutuantes com a temperatura vinda da boca,
do brinde do céu com as estrelas tardias e um apelo vitalício que encarna a poesia
mesmo no deslize da melancolia com a incerteza dos últimos dias amargos e estranhos.
pra você a minha sensação de dormência dos pés em espera,
do movimento que vem logo após, sem tragédias de sentir o que tem vindo,
essa coragem de assumir antes que certifique-se da não-permissão,
os traços não-concebidos pela mão que pousa no rosto e sente o mundo que poderia dizer,
mas faz mais sentido em existir porque te contempla também - mesmo sem estares aqui
...e tudo faz sentido de novo; quando se respira, tateia, dança, brinda o gosto do
vinho na boca faminta do rubro, do verdadeiro, do âmago, do repleto sem a
necessidade de contar nos dedos quanto é e quanto foi; é tanto que vai apenas pra
você, nesse oferecimento tímido que não passa de um canto bonito, e baixinho,
pra que lhe alcance os pés e faça seguir, quem sabe até voltar; mas nunca parar,
porque é pra você e assim, que as palavras insistem em completar as linhas...
vide minhas lágrimas,
meus versos,
minhas expressões e as demais vivências
que se repetem em tudo porque assim há.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
a coragem de outrora era a fonte que se usava pra me dizer,
que por mais que o mundo nada me reservasse,
são sempre esses olhos claros que revelam o que posso transformar.
hoje os olhos claros se dispersam inundados,
na correnteza que vem poluíndo os horizontes,
desgastando as bordas e concluindo sem inspiração
que demora, pra respirar de novo o instante puro
que se resista sem prometer que alguma luta tenha de acabar
-
porque o começo do fim vem a se renovar, de novo e de novo...
e agora, eu me perdi mais uma vez.
que por mais que o mundo nada me reservasse,
são sempre esses olhos claros que revelam o que posso transformar.
hoje os olhos claros se dispersam inundados,
na correnteza que vem poluíndo os horizontes,
desgastando as bordas e concluindo sem inspiração
que demora, pra respirar de novo o instante puro
que se resista sem prometer que alguma luta tenha de acabar
-
porque o começo do fim vem a se renovar, de novo e de novo...
e agora, eu me perdi mais uma vez.
...que as preces sejam ouvidas com a capacidade que sei que existe.
eu sei.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
escorrido.
o fruto desperdiçado se agarra ao vento
- ele chama o tempo, e eles passam por entre esse corpo;
mas nem um e nem outro, diferem no chão de seu leito,
o néctar, do lodo.
e me transcendes o mundo...
- ele chama o tempo, e eles passam por entre esse corpo;
mas nem um e nem outro, diferem no chão de seu leito,
o néctar, do lodo.
e me transcendes o mundo...
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