''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

terça-feira, 7 de setembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

"(...) Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte (...)"
(Pablo Neruda)

sábado, 4 de setembro de 2010

dance dance dance!


terça-feira, 31 de agosto de 2010

escorrido.

o fruto desperdiçado se agarra ao vento
- ele chama o tempo, e eles passam por entre esse corpo;
mas nem um e nem outro, diferem no chão de seu leito,
o néctar, do lodo.
e me transcendes o mundo...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

''...I miss you already-ready-ready-ready-readyyy
I miss you all day...''

domingo, 29 de agosto de 2010

falta.
e dói



A violência da carne-viva é uma truculência que não se suporta com a palavra, apenas. Ela se escorre da essência, mancha os olhos, cria uma tinta efêmera do que em dias fica só como lembraça - mas se esgueira dos braços agora, repuxa os tons, os tomos e tudo o que se tenta. Já estavam num rumo cego: eram veias se precipitando, pingando o sangue devagar num fluxo que esbarra com a ferrugem do dia; uma margem estranha referindo o denso, espesso, avesso.

Tudo o que se fala não adianta. engole o tempo, a via, a lembrança, a voz, a lágrima, a distância. As pálpebras vivem e secam os olhos do excesso e umedecem o que já dizia: fios de sangue traçam o foco e se isolam, como leves traças desenhando a fome que escorre e maldiz a força do corpo na hora fatal em plena e toda vida.

''A FOME

Meu Deus, até que ponto vou na miséria da necessidade: eu trocaria uma eternidade de depois da morte pela eternidade enquanto estou viva.

(Clarice Lispector)''

sábado, 28 de agosto de 2010

um muito de pouco
com a tomada do tudo de um tanto
não justifica tão simples
que é você ali sem estar aqui
e a irradiação toda sem um raio
que ilumine perímetro que o
(a)parta da verdadeira luz;

aí as palavras não dizem,
imprimem
o que o vento respalda:
'parachutes have opened now.'