''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

terça-feira, 24 de agosto de 2010

não há coincidência, há o dia.

Twenty Years
(Placebo)

There are twenty years to go
And twenty ways to know
Who'll wear, who'll wear the hat

There are twenty years to go,
The best of all I hope
Enjoy the ride,
The medicine show

And thems the breaks for we designer fakes
We need to concentrate on more then meets the eye

There are twenty years to go,
The faithful and the low
The best of starts, the broken heart, the stone

There are twenty years to go,
The punch drunk and the blow
The worst of starts, the mercy part, the phone

And thems the breaks for we designer fakes
We need to concentrate on more then meets the eye

And thems the breaks for we designer fakes
But it's you I take, cause you're the truth, not I

There are twenty years to go
A golden age I know
But all will pass, will end to fast, you know

There are twenty years to go,
And many friends I hope
Though some may hold the rose some hold the rope

And that's the end and that's the start of it
That's the whole and that's the part of it
That's the high and that's the heart of it
That's the long and that's the short of it
That's the best and that's the test in it

That's the doubt, the doubt,
The trust in it
That's the sight and that's the sound of it
That's the gift and that's the trick in it

You're the truth, not I you're the truth, not I
You're the truth, not I you're the truth, not I
You're the truth, not I you're the truth, not I
You're the truth, not I you're the truth, not I.

Há vinte anos por vir
E vinte maneiras de saber
quem usará, quem usará o chapéu.

Há vinte anos por vir
O melhor de todos, eu espero.
Aprecie a viagem,
O show da medicina.

E então a queda, para nós, falsificados.
Nós precisamos nos concentrar em mais do que os olhos veem.

Há vinte anos por vir,
O fiel e o baixo.
O melhor dos começos, o coração partido, a pedra.

Há vinte anos por vir,
O ponche bebido e o sopro.
O pior dos começos, a parte da piedade, o telefone.

E então a queda, para nós, falsificados.
Nós precisamos nos concentrar em mais do que os olhos veem.

E então a queda, para nós, falsificados.
Mas é você que eu levo, porque você é a verdade, não eu.

Há vinte anos por vir
Uma idade preciosa, eu sei.
Mas tudo passará, terminará rápido demais, você sabe.

Há vinte anos por vir
E muitos amigos eu espero.
Embora alguns possam segurar a rosa e alguns a corda.

E isso é o fim e isso é o começo.
Isso é o todo e isso é a parte.
Isso é o ápice e isso é o coração.
Isso é o longo e Isso é o breve.
Isso é o melhor e isso é o teste.
Essa é a dúvida, a dúvida,
A confiança nisso.
Essa é a vista e esse é o som.
Esse é o dom e esse é o truque.

Você é a verdade, não eu
Você é a verdade, não eu
Você é a verdade, não eu
Você é a verdade, não eu.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

o quê diz uma neblina?

um ponto cego enaltecendo a grandeza de um abismo.
como
um elogio acidental inebriando o mundo
em
uma janela mais frágil que vidro.

um todo desfragmentando o surrealismo de viver pedaços plenos.
quero-queros.

domingo, 22 de agosto de 2010

c.


por Gabriela Schmidt
..

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

canção do dia mudo, estranho

eu olho contra o vidro,
uma imagem que não há,
eu olho contra o espelho,
uma imagem que não diz,
eu olho contra a espera,
um vão que não se representa,
eu olho pra a esperança,
e ela é vaga de imagem,
toda de espera, um espelho
que reflete de fato o vidro em um interior
que exaspera tudo o que há,
visto em você.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

don't kiss me goodbye, baby...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

agulha e linha

uma turva linha curta
vai abrindo um novo dia pra um céu escuro,
uma mente confusa,
uma dor antiga.

e meus sintomas de ser não negam o quanto resistem as provas doídas de todas as minhas verdades;
um fundo se confunde com abismo
e meus olhos imprecisos se desvanecem com um medo estranho,
o quanto o tempo comanda a suficiência de que transformo,
gerando de tudo que não se remoe, se vive;

as ferramentas vivas ali, diante do meu pulsar fraco,
pensando, como a própria vida pode se desvanecer em traços e luzes fracas
de meus gestos inaptos por aqui.

aonde fica a margem?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Uma carta encurtando o mundo.

À Nestor Jr. e Vinicius Coelho

Não sei como nem porque eu imaginei que o tempo passaria mais devagar nestes momentos que parecem os últimos, ainda que esse tom de palavra não seja no tom derradeiro, há uma força grave na palavra que prevê o que sente porque é uma onda de dentro, afinal.
E como eu disse antes, agora está mesmo doendo um tanto, nunca um tanto relativo pelo bem que há do mesmo; afinal, essa presença é uma nova passada no espaço que há desse bem-querer que lhes guardo, mas que não competindo a dimensões de tempo, distância, peso, é tão forte que não sabe como grita, mas sabe que fala a linguagem de quem sente verdadeiramente o que já foi dito de puro, em pleno, incontestável.
E é por esse incontestável que o abraço não recebe tudo, que a lágrima não lastima completa, que a força não produz todo o vento, toda a capacidade, todo o movimento que sinto, desejo, prevaleço em tudo que me abarca quando falo do que nos tornamos.
Não um número, não uma matéria, não um grupo, não um sopro, mas uma verdade além da razão, que exprime de um profundo que se diz de longevidade, à mim será uma vida toda; não necessita de convívio, não necessita de presente, não necessita de necessitar ainda que deseja o gosto de cada presença no dia que brinda um café, uma nota, uma música, um tudo, que exala uma essência - palavra que por si só justifica a vida que emana dos meus dedos aqui mesmo sem ser em caligrafia (como disse antes, o meu engano desatinou as linhas do compasso exato e eu perdi-me do tempo de escrever a entrega disto tudo), mas a disposição não se cansa de me bater adentro e vir até aqui e como força, como vontade quer engolir tudo o que não soube devorar enquanto presente, mas ama tanto que transborda as vias de que se lembra pra marcar uma história vívida, muito mais que páginas. Muito mais que tudo, tanto já me surpreenderam que não me assusto em contemplar que muito do mais lindo em vocês encontrei e concentrado de uma forma que parece mentira, um sonho bonito que hoje eu sei que a gente pode devorar até em formato de pão, quando existe essa ternura em existir mesmo com todos os contrapontos, podemos aprender a bordar os contornos com cuidado e recíproca.

Seja de que natureza for, seja de que maneira soar a designar um caminho, eu não me prendi em expectativas pra saber brindar essa doçura que me agarra os órgãos, os desejos, a vida neste momento de explicar por simples capricho o que nossos caminhos graciosamente cruzados me trazem quando menciono vocês e tudo isso, que de tanta surpresa, não me arrebata quando os vejo longe, conquistando o horizonte que lhes merece o espírito. Porque a beleza e grandeza nós não sabemos aprisionar, e é com essa graça que podemos tatear e transformar o mundo, para muito além e com a sutileza que só um crepúsculo pode nos proporcionar todos os dias; vocês, leves impressões metafóricas personificadas da parte de dentro, tão dentro, que nenhuma linha, nenhuma palavra, nenhuma fronteira de caminho pode abalar e transformar tão plena quanto cabelos ao vento e certezas pelo mundo - assim que ser é fruto contínuo da saciação do maior, do mais puro, desse tudo.

Tão completo que não há verbo, pois se cansou o infinito, se cansaram as histórias e minhas linhas fracas pra terminar um ressoar de um momento, um abraço, um choro guardado de muito, muito amor, pra viver as felicitações que guardo daqui e reparto aí, onde estiverem.

"(...) De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo. (...)"
(Vinicius de Moraes)



Merci beaucoup.