o coração se sente na gargantamas nem a voz e
nem qualquer palavratem tanta arritmia.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
quinta-feira, 29 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
nada com nada (e mais uma vez)
um fruto doce amadurece lento
e tem casca que mancha o aposento escurecido de vida
é uma marca amarga pra descobrir o desabrochar puro;
e tão sutil, a textura do que se vê parece que não responde - que natureza trata o próprio fio
como sede que não condiz à qualquer gotícula,
como fome que não responde alimento,
e que a veia densa comove o mundo no estreito de um fluir só.
o chão coberto de folhas carnívoras vem devorando os pés de caminho
numa cor suspensa pelos olhos que pedem pra ver a árvore justificar toda ela ,
toda essa,
vida inclusa sem medo de compreender resposta
eu fico como fruto antigo em promessa, sucedência,
suculência, truculência, inrecência de não ser do mesmo
e converter de uma palavra sem composto jorrando fértil e lenta
a minha tolice pra verter isso tudo.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
keep dancing!
esgaça o esboço de um cisco do vento
criando fina a nostalgia de sentir supremo
o fraco dom de existir soberano como descontrole por surpresas;
o despretencioso tom de florescer em pleno outono.
flor murchas abrem o céu nublado
não como justificativa que perpetua,
mas como completude que situa
a margem dos extremos encaixando uma via só.
sábado, 3 de julho de 2010
de virtude do latente da fome intensa
assim, engolindo minhas paredes
e deixando ânsia
como no ar que engulo
da boca aberta estupefata
um silêncio pra um vazio ir tão dentro que deixa eco
e retoca a falta de verbo
pra essa fome ser matada, pra vontade ser morrida
e deixar nascer título sem engano
pra mimmesmo agora
e da falta de anestesia,
do teu nome não tenho como fazer prosa nem rima
mas a palavra consome meu frio, meu calor;
não há nome nem endereço nem tempo
que além do cálculo de todos os sinais te encontre tão bem,
como um exame calculado de milime-reentrâncias de mim.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Pousa a Mão Na Minha Testa
Estou cansado de todas as palavras.
Não sabes que te amo?
Pousa a mão na minha testa:
Captarás, numa palpitação inefável,
O sentido da única palavra essencial
- Amor.