O dourado da folha de vento
amadurecido recai sobre o ar
- que não se sustenta - nessa palavra
e baila como tempo
Reflete o doce ameno que já vi antes
no lume de cabelos, e por doce é pleno teu
Por tantas vidas eu me apego nas partículas
e dose inspirada é certa fluidez que transforma
em particularidades que são a nudez de poros abertos
A estalagem da memória refutando todas as medidas e
dialogando com o processo do mundo que não interfere
mais que bocas, olhos, o brilho do infinito do mudo
: na tua beleza contida em tudo.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
sábado, 5 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
muita verdade a pouco chão
“Brotaram flores nos meus pés. E o quotidiano na minha vida complicou-se."
(Hilda Hilst)
.
(Hilda Hilst)
.
.
.
cai a matéria bruta e o espaço de esfera entre o céu e a terra
prossegue sendo o vasto vão entre a verdade e a vivência
que se isola do controle do que pensa pra se sentir em poro comum,
ao respirar é que se inspira.
pois tanto é que na verdade pura o pouco chão responde que
enquanto se respira a atmosfera crua já sente doer a falta
enquanto se respira a atmosfera crua já sente doer a falta
nos nervos da mão que podem ser o mundo,
mas a chuva na janela ali dita a forma lá de fora (uma deformidade lenta)
e há um medo da coragem escondida nos pequenos atos*,
os dedos se sentem como pequenos nós de laços, o corpo de resguardo se alimenta;
quando os olhos estão fechados:
brotam os sonhos desses cílios que são os pêlos de todos os bichos,
o sangue quente da mais nua e selvagem profundidade - no branco desses olhos
que vem junto com o negro tempestuoso do tempo;
vem a lua minguando de tuas unhas,
e vem o sono acalmando teus lábios,
projetando fino e irreal o momento de tempo pra plenitude que se contempla
e complementa o ritmo da fala com um suspiro doce e único,
do único que não responde palavras e cala como ama
porque nada há de mais puro que se oferte e que essa latência atribua.
nem mágoa, nem rancor, tampouco ódio; o avesso vem assim que
há um receber sublime, acima do corte, da ferida, da dor;
o poder de viver acima dos títulos e das levianiedades da terra, pois
já que o chão é pouco, a verdade liberta (pra o que se sente) muito mais.
*resta ainda, como disse vinicius...
e eu pra você: reign over me.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Se o Amor Quiser Voltar...
''Se o amor quiser voltar
Que terei pra lhe contar
A tristeza das noites perdidas
Do tempo vivido em silêncio
Qualquer olhar lhe vai dizer
Que o adeus me faz morrer
E eu morri tantas vezes na vida
Mas se ele insistir
Mas se ele voltar
Aqui estou sempre a esperar...''
Que terei pra lhe contar
A tristeza das noites perdidas
Do tempo vivido em silêncio
Qualquer olhar lhe vai dizer
Que o adeus me faz morrer
E eu morri tantas vezes na vida
Mas se ele insistir
Mas se ele voltar
Aqui estou sempre a esperar...''
segunda-feira, 31 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
À qualquer distância
E de cada gesto teu eu
sentia o teu cheiro amadeirado
soando teu tom grave, contemplado.
E meus olhos só podiam pensar
em como queriam cristalizar
esse claro, esse claro
e não o gelado tom
a que longe (dis)corriam.
sentia o teu cheiro amadeirado
soando teu tom grave, contemplado.
E meus olhos só podiam pensar
em como queriam cristalizar
esse claro, esse claro
e não o gelado tom
a que longe (dis)corriam.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
o fim da tarde e os minutos meados do seu caminho para o fim...
eu olho essas nuvens e vejo o sempre que me atrai, nas horas que se correspondem de tempo específico ao que repete sem cansar... apenas purifica a essência ali alta, pura, dita sem mais que ser.
eu olho e sinto o profundo abrindo o mundo no seu centro,
o coração como virtude do mundo pelo mesmo fraco que é intensidade pura
- ali, atingidos com os dedos que tocam mas não dão posse.
eu olho e sinto o profundo abrindo o mundo no seu centro,
o coração como virtude do mundo pelo mesmo fraco que é intensidade pura
- ali, atingidos com os dedos que tocam mas não dão posse.
que produzem como aqui, as vias das fendas do abismo, alto, alto perto da perdição do paraíso
fontes do absurdismo no que tão imenso nos engole sem dó, e nos faz mais vivos adentro, sem
nome, sem corpo, sendo dali, das nuvens, dos olhos; que são essa fonte plena de mundo.
um reflexo e o efêmero marcando linhas de novo,
brincando com o medo que as palavras condicionam
do que vive em represa; água forte, densa nuvem e tempo, tempo pra todos os gritos desse
abafar que o mundo impressiona.
brincando com o medo que as palavras condicionam
do que vive em represa; água forte, densa nuvem e tempo, tempo pra todos os gritos desse
abafar que o mundo impressiona.
mas há mais do que se pensa;
sente comigo?

Assinar:
Postagens (Atom)