''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ADIVINHA ______(Orides Fontela)

O que é impalpável
mas
pesa

o que é sem rosto
mas
fere

o que é invisív el
mas
dói

De “Teia”, 1996

terça-feira, 1 de junho de 2010

Se o Amor Quiser Voltar...

''Se o amor quiser voltar
Que terei pra lhe contar
A tristeza das noites perdidas
Do tempo vivido em silêncio
Qualquer olhar lhe vai dizer
Que o adeus me faz morrer
E eu morri tantas vezes na vida
Mas se ele insistir
Mas se ele voltar

Aqui estou sempre a esperar...''

segunda-feira, 31 de maio de 2010

no excuses

você é a pessoa mais forte dentro de Mim.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

À qualquer distância

E de cada gesto teu eu
sentia o teu cheiro amadeirado
soando teu tom grave, contemplado.

E meus olhos só podiam pensar
em como queriam cristalizar
esse claro, esse claro

e não o gelado tom
a que longe (dis)corriam.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

o fim da tarde e os minutos meados do seu caminho para o fim...

eu olho essas nuvens e vejo o sempre que me atrai, nas horas que se correspondem de tempo específico ao que repete sem cansar... apenas purifica a essência ali alta, pura, dita sem mais que ser.
eu olho e sinto o profundo abrindo o mundo no seu centro,
o coração como virtude do mundo pelo mesmo fraco que é intensidade pura
- ali, atingidos com os dedos que tocam mas não dão posse.

que produzem como aqui, as vias das fendas do abismo, alto, alto perto da perdição do paraíso
fontes do absurdismo no que tão imenso nos engole sem dó, e nos faz mais vivos adentro, sem
nome, sem corpo, sendo dali, das nuvens, dos olhos; que são essa fonte plena de mundo.

um reflexo e o efêmero marcando linhas de novo,
brincando com o medo que as palavras condicionam
do que vive em represa; água forte, densa nuvem e tempo, tempo pra todos os gritos desse
abafar que o mundo impressiona.

mas há mais do que se pensa;
sente comigo?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

nuvens esticadas, de pouco chuvosas) e coração afogando pelo que vai ardendo...

o coração em todos os lados
-
lá fora, pela janela, o nada
(pra aqui dentro ser vazio)
o preenchimento nulo
e as palavras vagando na luz.

uma esperança ineficaz se dizendo
se dizendo porque esse tempo não pode parar.

a flor fica refletindo na janela
eu fico tentando procurar o que não atendo
eu espero sem esperança
e vejo o tempo passar e o vazio aumentar
mais folha,
mais palavra
e tudo,

tudo que espalha a declaração
vindo muda na coragem,
fácil na canção despreocupada,
justo na dor do corpo modificado;
mas de toda forma, quem não sabe?
é fato.


...you're ...just all I need.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

a esperança do sonho é a vida.

A sensação original de um peito entregue é o pleno
que o corpo refletido em sonho não comporta por medida.

E viver é assim, o insone do tempo,
a cria do imenso e tão mais
que só o sentir responde além.


Nasci desse meu instante e parti o todo
- se esvaindo nos cílios assoprando o vento frio,
na nova estação, velha por muda e sinestésica,
instantes devorando o mundo e eternizando (ainda) cada vez mais.