''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

segunda-feira, 17 de maio de 2010

a terra polida dos grãos depois da chuva, deixa as raízes
em mãos postas, nervos estirados
completos da nudez dos traços, dizendo
em postas:

euqueromuitodizerqueteamo.


domingo, 16 de maio de 2010

tênue

''(...) muitas vezes, milhares de ombros cambaleiam sob uma carga destinada a um só-par. (...)''
(Franz Kafka)

sábado, 15 de maio de 2010

http://apenasclaricelispector.blogspot.com/2008/04/se-deve-viver-apesar-de.html

'' há um cacto aqui na sacada ele me pertence e por isso acredito que faça parte de mim. por cada poro um espinho e em questão de meses obti um corpo igual ao meu cacto: espinhoso e seco. necessito de palavras doces pra amaciar toda a água interna. são lágrimas mudas. meus sentidos já não se acertam e por isso eu já não faço sentido.

eu choro canto declaro e me sinto quase sobre um precipício toda vez que isso acontece. eu digo baby você é meu eu te quero toda hora e não tenho dúvidas de nada. você sorri, quando não diz nada e quando não diz nada fica por isso mesmo e minhas palavras, pobres palavras, se esvaem pelo ralo das minhas serenatas.

arrepios tem me incomodado.

bate três da matina e o cacto na mesma posição. bate três da matina e bate junto uma inveja porque né socorro eu me remexo em oito mil posições na cama procurando um jeito de esvaziar a mente. você me enche e me preenche, mesmo com aquele celular maldito sem bipar por tempos. mesmo com as palavras escassas. porra meu amor você me faz constantemente a pessoa mais intensa do mundo e eu já não consigo lidar com essa querida velha nova amiga. eu não sei lidar comigo mesmo e eu não faço sentido embora eu já tenha dito isso. eu to tão mal pra cacete que eu tenho vontade de que todos ao meu redor desfaleçam em dominó. eu to tão bem pra cacete que eu gritaria da janela pra chegar até perto da catedral junto com os sinos amor você é meu te quero toda hora e eu não tenho duvidas de nada. mil vezes. clarice me ensinou a não amar pela metade mas caio dizia e eu não acreditava: love kills love kills love kills.''
(http://luizricardomorfinado.blogspot.com/)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

um dia

Essa intensidade não se abarca por acaso e é pura parte de mim
desse e todos os dias marca tênue ou muito cruelmente o fatal de cada instante;
eu me recordo como o último inspirar, o tempo todo, um infinito a par desse viver.

abro as mãos pra atirar um pouco disso, e no escuro a falta vêm com a solidão consumando uma perda, atirando o meu instante com o inatingível e um esperança resultante
que todo esse fogo, essa luz, essa palma estendida seja do tempo a paciência de realizar
cada respirar e sua fugaz constância pra realizar isso que falam da vida
Se despedindo em lágrimas - o fatal se referindo que vai voltar.

In memorian - 13/05

quarta-feira, 12 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

A linha entre a droga e o remédio.

Olhar uma flor e engolir o pólen como ouro do mundo
sentido na maciez de uma pétala a pele só
O miolo, o fundo se retificando no aroma que é teu perfume
e ao mesmo o universo completo em avulso, por si só.


Um degustar a um toque de mãos na dose pequena que move o mundo.

Não te possuo, te recrio.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A nuvem clara e a luz escura

"Cold and frosty morning
There's not a lot to say
About the things caught in my mind...''


Entre a minha paisagem torta urge o quadro precipitando o precipício que não se prende numa medida só
E encara o infinito no palpável que não conduz as mãos a possuir, enquanto estira os nervos a sentirem o alcance que elas podem, então.
E eu sei que sabes que é esse profundo além do óbvio, além do que eu sei e não lhe digo pra verter a voz no rijo que não seja como cantar e viver o pensamento que é sentir puro.


''...Damn my situation and the games I have to play
With all the things caught in my mind
Damn my education I can't find the words to say
About the things caught in my mind...''

Puro de um jeito magoado,
ferido da inocência largada nas horas longas e vida curta
e exaspero de esperança incerta,
e frase repleta.
que no vazio, falta te olhar.

''...So don't go away
Say what you say
Say that you'll stay
Forever and a day... in the time of my life...''