''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

sábado, 20 de março de 2010

hey, you!

eu sei que você pode me ouvir...!
não são essas nuvens largas que lhe tapam os ouvidos
e nem as gotas contínuas que lhe levam com elas, não é a chuva que dá o vácuo;
é o oco que ressoa o eco.

mas não é daonde você está, mas é do que te chega
ondas contínuas se desenhando no ar que se respira, e é ele quem tatua pra dentro
porque é ele quem eterniza enquanto é vivo;
e o desperdício alonga a vontade, num fio curto e transparente que desenha o teu nome

virando trepadeiras de um mundo musgo, dos meus olhos úmidos e leais
um corpo único que não tem como desatar-se de seus sinais.
e dos seus membros antigos, verdades inegáveis
vem inenarrando esse tempo vagaroso e dolorido,
por uma voz desprotegida, um anjo rouco que esqueceu seu próprio nome

parece que não é você. e tão perto...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Um lago refletindo o céu.

Os céus vem derretendo nuvens num véu, de forma tão antiga que me suspende o tempo, e o tronco de uma lembrança faz rôta a voz desse corpo preso numa flor. Florindo o chão que repete o sólido demais, fertiliza o mundo, repete a vida, numa perpetuação que não responde mais os impulsos desse frenesi dolorido pulsando ávido em todos os horizontes, sem poupar plurais para um egoísmo único, e tão singelo que no esquecimento ínfimo revela o amor rabiscável entre tronos invisíveis,

_________________________________________essas palavras e nada mais (confundindo, a pontuação porque as mãos, te tateiam e a superfície lisa não é de teus poros cavando o poço - justificando esse fundo.

Matéria-óbvia não é fim, meu amor.)

Daí eu vou contando ponteiros afim de escalar nosso mergulho.

______________________''... I
________________________ __fall_____________
____________________________ __
I fall
_________________________________ _
Without you
___________________________________ __________I'm nothing ...''

quarta-feira, 17 de março de 2010

O manto sobre mim

Meus cabelos trançam cheiros de abraços,
contanto histórias dos braços,
- nas pontas que fogem dos dedos, e simples
nos corpos em que se enrodilha.

explica movimentos curvando sua existência
sem que explique e justifique céu em cor,
terra de tom e textura de vida;
é deserto em nuance, é protuberância em toque
e uma sensibilidade aquém

Canta-se em coques,
avoluma-se na liberdade
e condensa nos anos, na sua extensão,
assim, que enche os olhos e orvalha emoções
descritas em linhas brilhosas da natureza - mesmo própria em fosco, ao escuro,
no silêncio crescendo a vontade de dizer tudo em si.

terça-feira, 16 de março de 2010

WITHOUT YOU, I'M NOTHING!

''Strange infatuation seems to grace the evening tide
I'll take it by your side
Such imagination seems to help the feeling slide
I'll take it by your side
Instant correlation sucks and breeds a pack of lies
I'll take it by your side
Oversaturation curls the skin and tans the hide
I'll take it by your side

Tick tock
Tick Tock
Tick tock
Tick Tock
Tick tock
Tick Tock
Tick tick
Tick Tick
Tick
Tick
Tick
Tick
Tick tock
Tick Tock
Tick
...''

domingo, 14 de março de 2010

A sinestesia da manhã marcada pelo sono
embrulha a casa e deixa nossos corpos intactos.
E amenizando a cristalização das lembranças, as gotículas lá de fora
caminham o tempo e devoram o mundo numa pequena forma de
renovar os cuidados em vivências vindouras...

Nós, que somos feitos de uma essência distribuída,
clareamos o céu escuro e bordamos o céu de mais um dia,
entre capacitações que vão além desses dedos e dessa atmosfera pra que eu te oferte.
E eu espero, porque o meu pensamento não tem hora pra acontecer
e enquanto tu não estás, prevaleces.
Ainda tem o seu perfume pela casa/ Ainda tem você na sala/
Porque meu coração dispara/ Quando tem o seu cheiro/ Dentro de um livro/ Na cinza das horas...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Noite escura, escura...

Uma dor fina no couro
é a pele pedindo sutilezas
Como um céu sem arrepios

Porque decolam as estrelas
no seu manto em sereno
e sob a cabeça o que pode
ser plausível sem uma razão
que preceda

O verso entre a grama,
germinando o som do silêncio
que cresce na infinitude
de gestos humildes e sós.

Aguardando teu encontro
e amortecendo devagar...
as saudades
repletas de falta, matando a gente um pouco
para que não seja desencontro
para que não seja amargura
para não amortecer o
tanto que ainda faz de bom.
e eu te espero.
"(...) XXXII
E facas tão alongadas
Trilhas, estradas
Frias escarpadas
AINDA para a tua volta." (Hilda Hilst)
porque qualquer gesto teu é luz.

terça-feira, 9 de março de 2010

BASTA!

Um abraço de punhos fechados,

e eu te amo porque você precisa de amor.

Do Começo ao Fim