''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

terça-feira, 9 de março de 2010

BASTA!

Um abraço de punhos fechados,

e eu te amo porque você precisa de amor.

Do Começo ao Fim

Batimentos

Soando na porta, e entrando em forma de ilusão, se apresentando como esperança.
Tocando forte no peito, e sucessivamente, tanto quanto, vitalmente.

Um par que não explica quando se completa,
mas se sente pensando,
acreditando numa nuvem efêmera
que vem dizer o que é real...

Soa lento e no próximo dia,
rápido, luz eclodindo desperdícios,
acontecimentos envolvendo mais um fim
pra começar mais uma virtude infinitamente desconhecida.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Entremeio, entre os dias

Flores nascendo das gotas desgovernadas, imprevisíveis.
Paisagem amolestada pelo calor repentino, faz o tempo passar como um suspiro,
um entremeio nascendo de um pensamento
tardio para o tempo que corre depressa em acontecer.

E olho para meus pés, e vejo poeira d'outrora
Uma clareza que não se purifica com a água,
é densa como a substância essencial, talvez turva;
convieniente aos cacos de vidro enraizados no chão,
resplandecendo flores que os olhos tristes não abandonaram...

num por enquanto, então.


''...I shot my love today
Would you cry for me?
I lost my head again
Would you lie for me?
I left her in the sand just a burden in my hand

I lost my head again
Would you cry for me?

Just a burden in my hand
Just an anchor on my heart
Just a tumor in my head
And I’m in the dark...''

domingo, 7 de março de 2010

vida viva fervilha a ferida

e para o cansaço cheio da minha dor,
eu movimento meus dedos enrodilhando círculos como o mundo,
sentido os sentidos que torturam a lógica e me remetem
a descrever um mundo ilusório que não retrata meus movimentos sequer em sonho;
cruelmente viva, os olhos se descobrem nus, os dias ali -
na consciência do que não é meu, me percebendo cada vez mais distanciamente adentro.

e agora?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Prece por ti.

In Memorian
Eu contei os passos que alguém não podia dar, enquanto partia...
e eu não ia embora.
Enquanto o adeus pairava mudo e eu na apatia contava a tortura
com os dedos presos na minha apatia dia após dia,
até que foi, e não me deixou embora.
Estou aqui, e a vida me parte em ter-lhe nas frestas, portas e janelas,
além da nudez do mundo e a fragilidade da existência.
Uma linha tênue entre os punhos fechados,
olhos cerrados,
o exaspero de um desatinar do respirar,
inspira o bálsamo pra ferida;
e mais uma vez, tentar acreditar na voz-de-grito contida.

quinta-feira, 4 de março de 2010

e mais...

Os meus olhos estão a beira de uma parte do mundo,
aonde os espelhos não refletem nenhuma verdade nítida - supõe o que o coração não vê,
e dentro dele nasce outro mundo que não sustenta o que ambos equilibram pra ser vivo...

Se a sensibilidade não é questão de fraqueza, como dizem, - mas uma força inexplicável,
quero aprender, quero! apague que seja esses parágrafos que me abrem fundo,
porque meus dedos estão trêmulos e a insistência de acreditar mais uma vez, não parece presente como diz uma voz aqui dentro; ou soando por escolha d'algo que não sei. NÃO SEI!

Meu deus, a fragilidade dói com os tons do que é sensível me agregando algo insubstituível,
mas, me dói extremamente o vazio - sem a explicação resolvendo a matéria, sem uma existência clara.
Volta amanhã um espelho, um sol, uma aurora,... meu desespero claro e a tentativa, a fragilidade, os escritos, os pulsos, os olhos... até quando?!
só mais um momento, eu, sucessivamente, eu, ao longo, e um profundo nada, e, sucessivamente...
Um horizonte estreitando o vazio um pouco mais...

♪ i'm a dead man, walking...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pròtege-moi

Eu preciso cuidar de mim pra enfrentar o mundo,
e será natural, como a força de um bicho, de uma dor, de uma saudade, de um profundo amor,
que é meu, só meu, nessa vasta imensidão que proporciona e chega a me deixar desnorteada,
mas com ventos a soprar, não?!