''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

domingo, 7 de março de 2010

vida viva fervilha a ferida

e para o cansaço cheio da minha dor,
eu movimento meus dedos enrodilhando círculos como o mundo,
sentido os sentidos que torturam a lógica e me remetem
a descrever um mundo ilusório que não retrata meus movimentos sequer em sonho;
cruelmente viva, os olhos se descobrem nus, os dias ali -
na consciência do que não é meu, me percebendo cada vez mais distanciamente adentro.

e agora?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Prece por ti.

In Memorian
Eu contei os passos que alguém não podia dar, enquanto partia...
e eu não ia embora.
Enquanto o adeus pairava mudo e eu na apatia contava a tortura
com os dedos presos na minha apatia dia após dia,
até que foi, e não me deixou embora.
Estou aqui, e a vida me parte em ter-lhe nas frestas, portas e janelas,
além da nudez do mundo e a fragilidade da existência.
Uma linha tênue entre os punhos fechados,
olhos cerrados,
o exaspero de um desatinar do respirar,
inspira o bálsamo pra ferida;
e mais uma vez, tentar acreditar na voz-de-grito contida.

quinta-feira, 4 de março de 2010

e mais...

Os meus olhos estão a beira de uma parte do mundo,
aonde os espelhos não refletem nenhuma verdade nítida - supõe o que o coração não vê,
e dentro dele nasce outro mundo que não sustenta o que ambos equilibram pra ser vivo...

Se a sensibilidade não é questão de fraqueza, como dizem, - mas uma força inexplicável,
quero aprender, quero! apague que seja esses parágrafos que me abrem fundo,
porque meus dedos estão trêmulos e a insistência de acreditar mais uma vez, não parece presente como diz uma voz aqui dentro; ou soando por escolha d'algo que não sei. NÃO SEI!

Meu deus, a fragilidade dói com os tons do que é sensível me agregando algo insubstituível,
mas, me dói extremamente o vazio - sem a explicação resolvendo a matéria, sem uma existência clara.
Volta amanhã um espelho, um sol, uma aurora,... meu desespero claro e a tentativa, a fragilidade, os escritos, os pulsos, os olhos... até quando?!
só mais um momento, eu, sucessivamente, eu, ao longo, e um profundo nada, e, sucessivamente...
Um horizonte estreitando o vazio um pouco mais...

♪ i'm a dead man, walking...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pròtege-moi

Eu preciso cuidar de mim pra enfrentar o mundo,
e será natural, como a força de um bicho, de uma dor, de uma saudade, de um profundo amor,
que é meu, só meu, nessa vasta imensidão que proporciona e chega a me deixar desnorteada,
mas com ventos a soprar, não?!

segunda-feira, 1 de março de 2010

''...Amor, meu tormento
Meu céu e meu chão
Aonde só se ouve o vento
Gemer de paixão
Amor, minha mágoa
Que nada desfaz
Este pranto sem água
Este canto sem paz


Ah, se ela enfim
Sentisse nela de repente
Que ela cala mas consente
Que ela sente que eu só quero os braços seus
E um dia assim como quem faz
Porque acontece num abraço
Ela me desse a esperança
De poder dizer-lhe adeus...''

domingo, 28 de fevereiro de 2010

''...Des mots insensés/ Que tu comprendras...''




Porque nos gestos,
há o que as palavras não alcançam;
esse vento suprimindo ações,
colocando os cenários
ante este vazio.... ante Nós

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ó Luar,

nessa tua infinitude que
parece mesmice,
____________ muda,
_________________ vai!
Meus olhos descobertos de teu
manto resistente ao tempo
É impreciso mártir que cai
na sensação posta de frio;
ressecando as vias de um
pacto vivo na força que
não condena,
vai espacejando o medo e
o coração se parte.

E como partes, no corpo
vai palpitando rastros -
já não demora pra desenhar
entre a sombra tua,
funda luz;
_______ e é caminho,
_________________ vem!