''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O tempo perdido da rosa tão importante, que assim fez. e vai preservando...

As flores nascem de um cheiro que preescrevo do ar que desejo,
como aroma em inflorescência: uma pétala entalada.

Ao descrever que supõe o que não vive,
aguarda a certeza do tempo firme,
do gesto certo,
da pose indecorada,
de entrega em ''eu te amo'', sem acovardar o suspiro,
sem chamar uma palavra rude após o chamado de dentro
soando fora em perigo. (como:eu te amo, merda!)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Atingido o que havia por Deslizar

''...Os livros na estante já não tem mais
tanta importância
Do muito que eu li,
do pouco que eu sei,
nada me resta.

A não ser
a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar
ao seu lado,
só pra ler
no seu rosto
Uma mensagem de amor...''

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Uma agoniada tristeza vai abrindo lentamente
um véu entre a transparência das gotas entre os cabelos lavados
Vai deixando um rastro, para o novo dia ter começo desde ali, num processo
- e a novidade que cai na rotina, de novo dói os olhos de saudade sem alento.

Deslizando o tempo nesse frêmito sem movimento,
eu vivo tão sozinha desse fluxo sem música que receba
a essência da vida; e repete-se o erro...
e o meu medo.
que é mesmo de morrer longe de ti....

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

só chega perto e me responde que não é impossível, que a força é justo de nós!

E como dói olhar o cinza e não ver uma nuance que explique
a cor da tua pele na minha lembrança
e o vazio da presença nas minhas saudades repletas
Desaguando o tempo que já não interessa (rápido ou) lento,
desde que vá assim, ineficaz.

'' e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar''
me grita uma confusa sensação de imensidão no impossível
porque dói o forte que lateja.
Mas as razões não são páreas em sentidos pares
quando se vê um caminho sozinho.

Meu amor,
um oceano dessa chuva não é uma gota do teu infinito
- em palavra, em bocejo, em comum respaldo do dia;
e nos meus olhos vai descendo tão pendente que descarta
a chance que esse raio de sol é presságio de luz.

Como dói viver esse vezemquando sem você,
porque o pra sempre preserva
o que nada explica.

...e dói.
(me ajuda ) forte choro

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mon amour,

O cheiro da tua manhã recaindo sob meus ombros é um encantamento que não prende-me na densidade das cinzas nuvens ou confirma a agonia de uma existência efêmera e imprevisível.
É uma inspiração clara que reflete o sentido do sonho na realidade - a que se vive pra escalar os olhos e dizer sem interferir no brilho, assim - uma simples troca nossa, é meu sucessivamente.

tu me donnes la chance dans la vie...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Do sonho em olhos despertos,

pergaminhos brancos
vão constituindo o mundo anuviado,
e claro entre os raios de luz - e sobrevivência nobre;
o meu desejo mais sutil, na carne rasgada e nua.
Só tua

''Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer/ Qualquer coisa
Um deserto florescer/ Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer/ E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão/ Um relâmpago na escuridão

E a gente caminhando
De mão dada
de qualquer maneira
Eu quero que esse momento
Dure a vida inteira

E além da vida
Ainda de manhã
No outro dia
Se for eu e você

Se assim acontecer.''

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pois,

E depois do dia liricamente amanhecido,
as palavras surgiram como serpentes que chamavam,
mas na minha resposta só conduziam ruídos;
direcionando seu corpo como ponteiros
esvaindo a mancha de um sonho na marca do travesseiro dormido,
e sozinho outra vez.

"(...) Toda a noite choraste... e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh'alma
Que chorasse perdida em tua voz!...''


E era só eu que morria.

Tu volta a ser uma miragem.
♪ Other Side