Meus dedos descrentes descascando retalhos que alimentam a fome.
Assim como sei que as gotas que caem lá fora são socos na parede
Não medindo o que pulsa para o que aguenta quando se está vivo.
E olho então a transparência numa nuvem espessa que desfoca um ponto certo
Para contornar em linhas tortas a realidade escaldante
derretendo as lembranças que não se apagam como impressões nos lençóis, (o amor supera a margem do corpo como um grito segurado tenso entre os dentes)
lavados estirando o esmero do pra sempre ruindo em segundos
que passam sem deixar vestígios que voltam sem remoerem as bordas dos ciclos.
Um veneno doce que estira no suor a marca de lágrima
e na minha ingratidão, um deleite puro
E que entendo que não se revive adorando símbolos,
mas ressurge daquilo que não se toca mas é etéreo e eterno
vive nos olhos que trazem o suspiro para esse calor.
A brisa desse inferno.
(Esperando uma chuva grossa que atenda a tranparência
trans_lucidez)
E por entre meus dedos, quem diria...
Um dia tive o mundo nas minhas mãos,...
e no outro não tenho coragem, de soletrar teu nome.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Do um ano que parece ontem
E eu me pergunto todos os dias quando eu abro os olhos: ''E agora?''
Já quase não suporto.
Como se fosse a primeira vez - das últimas trezentas e sessenta e cinco.
E de todas que eu concebi alongando os cílios para o mundo
E agora umedecendo-os, perguntando quantas vezes ele desmorona ainda
antes de conceber derradeiro, um ''adeus''.
?
Já quase não suporto.
Como se fosse a primeira vez - das últimas trezentas e sessenta e cinco.
E de todas que eu concebi alongando os cílios para o mundo
E agora umedecendo-os, perguntando quantas vezes ele desmorona ainda
antes de conceber derradeiro, um ''adeus''.
?
(Que saudades!)
domingo, 10 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
''(...)
Mergulho num tempo vazio aonde não tenho mais motivo pra sonhar. (...)
Gostaria de apagar isso. Preciso de uma outra última lembrança. (...)
Mas se me dá prazer esquecer ser esquecimento e inventar pra mim mesmo uma lembrança? (...)
Então tomei grandes decisões, e você, pode tornar a me ver. Sou seu amigo.
Claro que a menor primavera enfraqueceria minhas decisões - mas azar se não há mais primavera."
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
cinco e quarenta e dois da manhã
estou aqui, descobrindo a manhã na escuridão do horário de verão
e notando a peripécia dos pássaros que já nascem o dia em seu canto
- mesmo sem luz matinal, e eu penso daonde se orientam tão vívidos.
uma natureza que não explica a força que contêm
e vem com aquela ânsia de perplexidade
traduzida aqui pra dentro como o que não se explica
- e eu sempre digo que - se sente.
eu não aguento mais tua falta, meu amor...
é isso que me consome.
eu poderia matar e morrer pela certeza que eu tenho,
mas não sei manter isso aqui.
inerte como morto
se a vida ressurge nesses pássaros,
numa canção,
em mim, ''...aflita e só
confusa e sem, você por aqui...''
o que coincide sem eu querer
dá a erupção das lágrimas da minha melancolia seca
que dói com esse curso salgado pelo rosto,
provocando a boca da falta de palavras doces
e do teu gosto a trazer ternura pra eu reproduzir em versos.
essas mãos doentias só tecem nós
de palavras entaladas na garganta
e nunca mais aquele mesmo
que é tudo e é infinito
- e justo, o inconcebível retraíndo sua verdadeira posse:
o vazio contornando páginas brancas,
as estrelas apagadas no impossível que me fez dormir
E levantando de madrugada, me trouxe até aqui,
sem tuas palavras, sem teu cheiro,
sem a noite entusiasmada de existir simplesmente ;
um oco me fere e se refere às saudades que não deixam nunca
as horas passarem simples por aqui...
e notando a peripécia dos pássaros que já nascem o dia em seu canto
- mesmo sem luz matinal, e eu penso daonde se orientam tão vívidos.
uma natureza que não explica a força que contêm
e vem com aquela ânsia de perplexidade
traduzida aqui pra dentro como o que não se explica
- e eu sempre digo que - se sente.
eu não aguento mais tua falta, meu amor...
é isso que me consome.
eu poderia matar e morrer pela certeza que eu tenho,
mas não sei manter isso aqui.
inerte como morto
se a vida ressurge nesses pássaros,
numa canção,
em mim, ''...aflita e só
confusa e sem, você por aqui...''
o que coincide sem eu querer
dá a erupção das lágrimas da minha melancolia seca
que dói com esse curso salgado pelo rosto,
provocando a boca da falta de palavras doces
e do teu gosto a trazer ternura pra eu reproduzir em versos.
essas mãos doentias só tecem nós
de palavras entaladas na garganta
e nunca mais aquele mesmo
que é tudo e é infinito
- e justo, o inconcebível retraíndo sua verdadeira posse:
o vazio contornando páginas brancas,
as estrelas apagadas no impossível que me fez dormir
E levantando de madrugada, me trouxe até aqui,
sem tuas palavras, sem teu cheiro,
sem a noite entusiasmada de existir simplesmente ;
um oco me fere e se refere às saudades que não deixam nunca
as horas passarem simples por aqui...
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