''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
''(...)
Mergulho num tempo vazio aonde não tenho mais motivo pra sonhar. (...)
Gostaria de apagar isso. Preciso de uma outra última lembrança. (...)
Mas se me dá prazer esquecer ser esquecimento e inventar pra mim mesmo uma lembrança? (...)
Então tomei grandes decisões, e você, pode tornar a me ver. Sou seu amigo.
Claro que a menor primavera enfraqueceria minhas decisões - mas azar se não há mais primavera."
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
cinco e quarenta e dois da manhã
estou aqui, descobrindo a manhã na escuridão do horário de verão
e notando a peripécia dos pássaros que já nascem o dia em seu canto
- mesmo sem luz matinal, e eu penso daonde se orientam tão vívidos.
uma natureza que não explica a força que contêm
e vem com aquela ânsia de perplexidade
traduzida aqui pra dentro como o que não se explica
- e eu sempre digo que - se sente.
eu não aguento mais tua falta, meu amor...
é isso que me consome.
eu poderia matar e morrer pela certeza que eu tenho,
mas não sei manter isso aqui.
inerte como morto
se a vida ressurge nesses pássaros,
numa canção,
em mim, ''...aflita e só
confusa e sem, você por aqui...''
o que coincide sem eu querer
dá a erupção das lágrimas da minha melancolia seca
que dói com esse curso salgado pelo rosto,
provocando a boca da falta de palavras doces
e do teu gosto a trazer ternura pra eu reproduzir em versos.
essas mãos doentias só tecem nós
de palavras entaladas na garganta
e nunca mais aquele mesmo
que é tudo e é infinito
- e justo, o inconcebível retraíndo sua verdadeira posse:
o vazio contornando páginas brancas,
as estrelas apagadas no impossível que me fez dormir
E levantando de madrugada, me trouxe até aqui,
sem tuas palavras, sem teu cheiro,
sem a noite entusiasmada de existir simplesmente ;
um oco me fere e se refere às saudades que não deixam nunca
as horas passarem simples por aqui...
e notando a peripécia dos pássaros que já nascem o dia em seu canto
- mesmo sem luz matinal, e eu penso daonde se orientam tão vívidos.
uma natureza que não explica a força que contêm
e vem com aquela ânsia de perplexidade
traduzida aqui pra dentro como o que não se explica
- e eu sempre digo que - se sente.
eu não aguento mais tua falta, meu amor...
é isso que me consome.
eu poderia matar e morrer pela certeza que eu tenho,
mas não sei manter isso aqui.
inerte como morto
se a vida ressurge nesses pássaros,
numa canção,
em mim, ''...aflita e só
confusa e sem, você por aqui...''
o que coincide sem eu querer
dá a erupção das lágrimas da minha melancolia seca
que dói com esse curso salgado pelo rosto,
provocando a boca da falta de palavras doces
e do teu gosto a trazer ternura pra eu reproduzir em versos.
essas mãos doentias só tecem nós
de palavras entaladas na garganta
e nunca mais aquele mesmo
que é tudo e é infinito
- e justo, o inconcebível retraíndo sua verdadeira posse:
o vazio contornando páginas brancas,
as estrelas apagadas no impossível que me fez dormir
E levantando de madrugada, me trouxe até aqui,
sem tuas palavras, sem teu cheiro,
sem a noite entusiasmada de existir simplesmente ;
um oco me fere e se refere às saudades que não deixam nunca
as horas passarem simples por aqui...
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
A minha parte mortal...
O tempo me condena sem uma sentença que se distancia de querer verdade
E quando eu assumi o infinito de um amor, aqui dentro,
eu não estava pronta pra desistir, meu amor.
E é assim, que a minha covardia
é a minha força...
...........................até agora.
E quando eu assumi o infinito de um amor, aqui dentro,
eu não estava pronta pra desistir, meu amor.
E é assim, que a minha covardia
é a minha força...
...........................até agora.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
e de repente...
me vejo deparada a ter de engolir um infinito a seco...
e o que se faz com as gorfadas que vão uma a uma apertando o coração
e tirando o fôlego do pouco e único entendimento?
não é razão,
mas é motivo.
e numa lógica insuficiente que responda,
mas mantém vivo
o que agora só vai existir.
pra ser um pouco mais fraco,
sofrer calado,
ignorar uma parte.
e justo a mais intensa.
se o infinito vai se redimir ao pó do não-acontecimento,
justo aos acasos do que diz-se finito por finito,
eis o tempo novamente,
resumindo a vida nas entrelinhas que eu nunca saberei projetar
entre meus dedos de fazer e de não conseguir segurar.
"(...) E o seu amor que agora era impossível — que era seco como a febre de quem não transpira era amor sem ópio nem morfina. E "eu te amo" era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé. (...)"
e o que se faz com as gorfadas que vão uma a uma apertando o coração
e tirando o fôlego do pouco e único entendimento?
não é razão,
mas é motivo.
e numa lógica insuficiente que responda,
mas mantém vivo
o que agora só vai existir.
pra ser um pouco mais fraco,
sofrer calado,
ignorar uma parte.
e justo a mais intensa.
se o infinito vai se redimir ao pó do não-acontecimento,
justo aos acasos do que diz-se finito por finito,
eis o tempo novamente,
resumindo a vida nas entrelinhas que eu nunca saberei projetar
entre meus dedos de fazer e de não conseguir segurar.
"(...) E o seu amor que agora era impossível — que era seco como a febre de quem não transpira era amor sem ópio nem morfina. E "eu te amo" era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé. (...)"
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