''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

não!

minhas sensibilidades cuspindo flores dos meus poros, não deixam minha pele respirar em paz.

sábado, 17 de outubro de 2009

BLACKMIRROR

Até na claridade, (há) a cegueira.

sábado, 26 de setembro de 2009

metragem

os dias passam e o fluxo passa,
a vida observando.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Flores dedicadas

O vazio explica a vontade de preencher,
assim que farejo a liberdade no espaço que me concebe
a sentí-lo.

A minha coragem oscila e eu me perco
e cumpro meus resgates no sentir da vagarosidade de minha pena,
e do mundo.

Numa rede invisível eu coincido de novo em teus braços,
e glorifico o tempo de existir, tão-somente fechando fundo os olhos,
eu consigo esboçar meu sorrir.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vaso bruto, primor gesto de carinho

Floresci de meus vendavais
me deixando cair na brisa
do sono ao entardecer
que espreguiça feriado, e
explode tolo e insosso ao
que não faz, mas gostaria tanto...

Se reparte entre saudades e
sonhos, e uma realidade óbvia
demais para que se cumpra
em respostas prontas.
Se avolumam inconstâncias,
se acomodam insolúveis combinações.

Eu sorrio amedrontada, mas não
nego o risco, posto que caminho
com a estrada - a história
une acontecimentos, aconchega
lares, e volta pra não esquecer
do que somos eternamente responsáveis.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

''...estou tão fraco, tão fraco, não queria que me visse assim...''

Manhã se retratou agoniada explodindo aos gritos, raios lá fora, derretendo a calma que acordou comigo, mas as fatalidades fazem questão de descompassar meu coração.
Tarde muito quente e difícil. Por alguns instantes consegui ficar mais calma, mas o desespero é forte e me assombra.
Anseio por encontrar pessoas queridas, mas tenho medo de me espedaçar mediante tal raridade de mundo. É que eu desfaleço na minha própria força. Caio funda no escuro do fechar forte de olhos. Odeio esse calor que me irrita, meu âmago de ódio se amarga sentindo em amor pleno que não tem feito sua parte na minha vida. Ou eu que não deixo entrar. Estou confusa, muito. Isso me dói, o que me dói está doendo. Eu preciso me alimentar da minha alma, sentir no pão a minha prosperidade. Falar mais alto a palavra platônica, para que estremeça meu corpo e explique sua forma. Pra eu ser mais branda, e aguentar mais uma tarde como esta.
Para virtude da força da noite
que se alenta na sublime surpresa
de não reconhecer-se e gozar bonita
entre o espetáculo e o inevitável imprevisível de todas as vidas,
ainda que se queira tanto...