''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vaso bruto, primor gesto de carinho

Floresci de meus vendavais
me deixando cair na brisa
do sono ao entardecer
que espreguiça feriado, e
explode tolo e insosso ao
que não faz, mas gostaria tanto...

Se reparte entre saudades e
sonhos, e uma realidade óbvia
demais para que se cumpra
em respostas prontas.
Se avolumam inconstâncias,
se acomodam insolúveis combinações.

Eu sorrio amedrontada, mas não
nego o risco, posto que caminho
com a estrada - a história
une acontecimentos, aconchega
lares, e volta pra não esquecer
do que somos eternamente responsáveis.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

''...estou tão fraco, tão fraco, não queria que me visse assim...''

Manhã se retratou agoniada explodindo aos gritos, raios lá fora, derretendo a calma que acordou comigo, mas as fatalidades fazem questão de descompassar meu coração.
Tarde muito quente e difícil. Por alguns instantes consegui ficar mais calma, mas o desespero é forte e me assombra.
Anseio por encontrar pessoas queridas, mas tenho medo de me espedaçar mediante tal raridade de mundo. É que eu desfaleço na minha própria força. Caio funda no escuro do fechar forte de olhos. Odeio esse calor que me irrita, meu âmago de ódio se amarga sentindo em amor pleno que não tem feito sua parte na minha vida. Ou eu que não deixo entrar. Estou confusa, muito. Isso me dói, o que me dói está doendo. Eu preciso me alimentar da minha alma, sentir no pão a minha prosperidade. Falar mais alto a palavra platônica, para que estremeça meu corpo e explique sua forma. Pra eu ser mais branda, e aguentar mais uma tarde como esta.
Para virtude da força da noite
que se alenta na sublime surpresa
de não reconhecer-se e gozar bonita
entre o espetáculo e o inevitável imprevisível de todas as vidas,
ainda que se queira tanto...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O que se faz quando se depara com o plácido lúcido e óbvio demais para realidade revelada difícil? O que o toque sombrio dos olhos cansados e esfumaçados repetem nas lágrimas que cachoalham os lamentos de dentro, mais indubitáveis? E os lábios que sedentos e saudáveis balbuciam a parte doente que dói, de quem se esconde, e num sorriso disfarça seu medo e provoca a distância que estafa o inevitável?
E eu pereço sem o amor e o carinho que devo minha pouca vitalidade. A vontade se pondo vasta na revolta e incompreensão da falta, a dor do gosto que não será, não será me provocando que se tirará o que guardo aqui dentro. Não é pedestal algum que me isolará do cruzamento de destinos sem definição. Da minha calma, da minha dor, do meu apego, do meu vazio e dedicação.

Quem será que vai ceder a entrega e burlar a vaidade e me estender um rubro mártir de verdade fundo no peito?
Um alguém que acredite em mim.

Um alguém que eu vejo todos os dias nos meus olhos e chora minhas saudades, conta meu tempo e a história (?!). Alguém que inverteu o espelho de dentro pra fora, e que me faz hoje verdadeiramente o que é, minha vida.

domingo, 30 de agosto de 2009

Mais

Uma página que se vira é um vínculo que nunca se apaga
Toca fundo e rememora o essencial absoluto em sua memória e ardores
- a cabeça lancina a falta qie projeta marcha
latente ao coração.

E não demora não,
pra dizer forte o desejo;
um abraço, um beijo, a
força das mãos, nos meus
pulsos, ali, pra sempre.

Se marca, agora.

sábado, 29 de agosto de 2009

Enrustidas peles

O tédio aborrece a constância e provoca o desespero. Ele senta so minha cama e me cutuca vez ou outa, e pesadelos já se espalham, reais de minha fraqueza (já tão forte).
A insistência fraqueja no fogo da temperatura alta, a imensidão se acalenta nos peqienos cuidados e arrebenta meu peito de todos seus escudos, sou brinde de uma flor, perdida no ar - só respiro.
E falho. Na própria existência é corrente espera e sorriso faminto. Contas não agregam conjuntos e meu vazio ecoa falta, e une saudades.
Eu canto para não perder-me em surtos de vãescandalização, guardo minhas pedras e espero luz para cantá-las em melhor tom, como pérolas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Os batimentos amolestados pelo calor soletram o cansaço que nada permite no espaço além de imensa dor de cabeça.
Um entanto, faz a brisa confortar e dispôr o cansaço em mais caminhada, e calça planos e alça (a)braços regados com emoção que sorri e sustenta uma data especial que não se apaga na corriqueira amargura.

Cai, no travesseiro, mas não apaga impressões.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Vitória-régia

A dor que dói lateja o quente que toca e amacia e urge o que queima e não esgota, porque abrasa. E o fim não é evidente e nem tão covarde; um consentimento cego que fecha os olhos pra sentir - não me responde, mas me foca deslocada e ensaia meus gestos em risos e milagres pequenos, nada santos pra humanidade fraca demais das suas verdades.
A minha revolta retorce o estômago e estranha o corpo, afoba minha respiração, impacienta o útero até de suas flores, desleixa.
Ah mundo injusto, me põe no eixo seja dos desgraçados, porque não há mais apuro que aguente, essa paciência que estranha se alimenta no justo instante em que se esgota e diz que não aguenta mais. E diz. !

A raiz no ar
que eu inspiro
por respirar.