''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

quinta-feira, 30 de julho de 2009

oco falso como buraco negro pra falta

É totalmente vão que eu tente
prender em minhas mãos
a preciosidade de um instante

A sua validade é um lume de olhos,
o enxague da alma no sorriso puro
Nascido do segundo próprio da vida eclodir

A pérola branda e bruta
no alimentar do suspiro
da esperança momentâena
é o que calmo revela
em perceptível coração

E não o arrebatamento do fio de ouro
que me sustenta mas
na força do desnecessário
com o pulso arrebenta;
A vida é demais pra ser única
em minhas mãos

Então,

silencio.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Desde o começo

Palavras e histórias,
o tempo criando paragens entre as estações sentimentais;
No frio a perda do apego que se expele no calor dos poros,
a metáfora de um arrepio, junto de imensas saudades.

Disperso-me e carrego pra longe,
na estrada reconhecida pelo trajeto apenas,
os caminhos se circundam vãos de minhas vontades
mas cumpridos nos seus longos e variáveis princípios.

Um processo vasto pra que possa ser retrucado
o cansaço e o tempo consumindo demais
para sintetizar o muito no pouco;
e entre reversos multiplicar a metade que é na sua grandeza
toda a minha falta.

Suspiro
de cansaço
e espera
e é bonito, no fio do horizonte - o difícil rascunhando esperança.

...até o fim.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Dos efeitos da causa

As crianças me fizeram sorrir
e também gritar
Exercitar minha paciência nos seus extremos, e me encantar, também.

O cansaço é rouquidão na minha voz,
mas também calmaria no espírito que se dedica na convicção
de que pode haver algo melhor.

No mesmo cenário, quando sozinha, eu chorei.
Eu olhei pra trás enquanto escrevia e as vi,
e senti aquele momento, e na brisa úmida do tempo
os acontecimentos passando, passando...
e eu ali, sozinha de metade de mim.

Não é absolutamente nada justo.
Nada.
Ouço elogios, recebo amores, distribuo sorrisos e minha gratidão;
mas não é a mesma coisa.
Me agarro ao material, mas o coração bate oco, sem conteúdo que possa valer essa verdade

A chuva derrete o escudo de minha fragilidade.

E afinal, eu chorei porque sei:
como tu faz falta,
e como eu sinto imensas saudades suas!, Juliano.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dia para os dias

Slow-motion para o corpo dopado
da mente que não deixa de existir
E a fala lenta não recorre ao
coração vivo e rápido demais.

Eu me arrependo de apertar o relógio entre minhas mãos,
e sentir o que escorre somente na chuva
Os olhos cansados se inundam sem razão óbvia para o cotidiano
Mas a raiz da vida é funda como a obrigação de persistir
porque
Nessa vida cansada, uma esperança
se parte no sonho, num' arte.

dias e dias e dias e dias e dias e dias...

domingo, 26 de julho de 2009

tu te lembras?

Ouvi tanto silêncio nessa solidão
que nessas palavras eu vou tentar disfarçar a tua falta.

é uma verdade tão estúpida
que eu vejo refletida nos vidros que me distraem a estrada
sem mudar o caminho

o coração não erra as linhas
veias fundas e latentes
aguam os olhos e expressam
lentos a fraqueza de uma força bruta
que recorre ao próprio corpo frágil
Sentindo num abraço um
suspiro

sozinho; percorrendo o meu ar,...
Eu vou te respirando
na vaguidão da noite e minhas lembranças

eu ainda sou viva.

sábado, 25 de julho de 2009

insuportável
inevitável
imprencidível

inacreditável
in menso
i merso
não meço

só sou
sem saber

será você?
cadê você??

procurei em vão
a noite toda
varando
nos galhos da memória muda
que me desfrutou
da essência
e do vital
transtornou
o real.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Das coisas mágicas e reais

Eu paro no centro de tudo...

como estou perdida.

(até demais)