''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Declaro

Meu amor, é hoje... já não pode mais passar.
São dias tão ruins os que tenho suportado, e hoje veio de repente, a conta: cento e oitenta e seis dias, seis meses, meio ano... 1/3 de nossa história toda.
Na mesma proporção, eu sinto dores ininterruptas, tragica e ironicamente pela mesma sensação de amor. Jogado lá fora, com o frio pra me queimar aqui de dentro, as temperaturas se abrasam trazendo confusões tão doentes pra alma: quem está deslocado?

Todos os segundos desse tempo eu sinto a me confrontar com questionamentos que me fazem esperar pelo ponto único; seja interrogativo, de encontro, um ponto, um tao-somente, que nos fez unidos, também.
Porque eu nos espero, sim, nem adianta pensar que me repudias... já não posso fazer mais nada quanto à isso, enquanto eu te amo e te perdoo todos os dias para em mim viver com a minha parte mais doce em paz, tu te aprisionas em razões para te libertares - indo mais longe das sensibilidades, aquela corrente longa o suficiente pra te proporcionar liberdade.

O limiar do 'até quando' já não atinge mais... eu bem que sei... não imaginas o susto que levei hoje ''meu deus, meio ano!" e eu aqui, perdendo as partes da minha vida em sangue, ódio, pena, e amor, imenso e totalmente... E FODA-SE!
É essa a minha pena; já não será traindo-me que te amarei menos, e tampouco te dissiparei dessa fronte de vidro e apreço puro.
Uma jóia rara é te ter... não exatamente, mas não penso que todos os braços e bocas e sexos que te abrasam conseguiram tocar aquele menino desprotegido que desaguou em meus braços sem medo do frio, da derrota, da entrega; esteve ali sereno no seu próprio desespero - porque sabia que o fluxo era tão pleno que nossos córregos se encontravam límpidos, nas mesmas lágrimas e puros, e tão lindos sorrisos...
Nada vai mudar isso.
Claro que não.
É uma bela segurança.
Mas nunca é pra sempre...

e a vida do tempo todo e único que me guarda junto de ti também não retêm isso, mas preserva no meu fundo, no meu átimo, todas as saudades de recompensa e teus braços aconchegantes do fim único para meu dia, e pra eu renascer novamente, nos teus lábios,um suspiro que seja, meu amor...
meio ano por um respirar,
é fatal.

Um momento eterno pra se dissipar tão fulgaz que nem se acredita...eu penso, eu digo:
será que você, ainda pensa em mim?...

00:26h

Faltando desde cedo, desde sempre

Lembro-me perfeitamente de tu esgueirando-te em imenso carinho pelo meu peito,
pedindo simplesmente que deixasse-lhe morar ali dentro, e pra sempre.
Feito. (impossível negar-lhe origem)

Agora eu, desejo seu peito como abrigo, necessito do lugar que deixastes oco assim que não fostes de mim,
mas partistes sem deixar vestígio de volta...
É o mesmo lugar que me abrigo pra sempre,
em imenso carinho e cuidado, que o mundo não responde - e nem atinge
E acima de todas as coisas, é a minha vitalidade única de ainda sobrar certeza
que há como estar ''tudo bem''.

(Não me negues a vida)
08:59h

terça-feira, 14 de julho de 2009

Da dor criando escudo forte

Saudades imensas vêm fundindo esse peito, pra matar e morrer
Vou até o sol e dissipo o frio com a vontade de enlaçar -
são para meus olhos o horizonte como abarcamento verdadeiro
e em mistério a esperança que se renove a teus braços e me estenda,
assim que entenda que em Nós é o melhor lugar.

Vou falando de versos pra não deixar a boca tremular o choro
que não acalenta nenhum sinal sequer
de que é próspera a mudança
E assim só tenho uma certeza:
posto que nada sei, muito irei sentir...
e de tudo.

Dói me utilizar disso como força... dói.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pena

Um dia tão bonito para um cenário tão cru.

Céu que se mostra dissipando a grandeza que nada condena-nos a sentir,
mas escolhidos pelo sensível é vontade de voar entre eles,
mas cuidar de asas imaginárias é tirar os grilhões do pensamento;
de jaula em jaula - aumentando o espaço pra se sentir menos atado.

A beleza é um regojizo cruel quando se pensa que até os espelhos quebram...
Sem dúvidas há valores tão mais tocantes que o ego, mas eu falo de considerações
para com amor latente - eu tenho tentado disfarçar,
mas eu sei que é este que me move;
eu não posso falhar no mecanismo da minha vitalidade.

De novo a ''beleza profunda da vida'', me ataca com nobreza magistral:
me defende do curso da vida que não me aliena simplesmente,
mas na sua diferença me faz sentir perdida, em partes.

Desfragmentando essa data,
sinto nada novo do que já venho,
sou presa novamente sentindo o vento me bagunçar o trajeto
e o cenário lindo, entre eu, um belo objeto que se cura de lembrança com o tempo.

Ou não,
nada por nunca,
pra sempre!

domingo, 12 de julho de 2009

Vive como deixa passar

A manhã passou espreguiçada entre o sonho ruim e confuso pra se desvanecer da madrugada estranha,
e no seu repouso tentar a continuar-se ser diferente, a trazer o acalmar do tempo que continuou (e assim será) além da minha pretensão. Diante meu trabalho mediante minha vida, a dor do que acredito, é a concepção da ''beleza profunda da vida'', entre Clarice e eu, pontuamentos da escuridão na tarde caindo...

Na sua fidelidade o tempo me desenha, usando minhas mãos, consumindo...
matando a fome, jogando sorrisos, ouvindo lembranças e transgressões:
assim existe amistosas companhias e os ventos brandando segundos seguintes
para o futuro dizer a noite seu fim, trazer essa madrugada
A contemplar-me diante de mim: na poesia os beijos cálidos que não dei porque a tua falta real,
só deixou meus dedos congelantes e duros te descrever frágil;
a estrela bonita que memorizou a lindeza desta noite.
É verdade que respiro

A paixão que me aquece, e me faz sorrir do meu mais belo,
dor guardada também - o tudo em sua hora: vive de fragmentos, também.

Das horas e sua dor apontada

Acho mesmo que você não sai nunca daqui de dentro.

sábado, 11 de julho de 2009

let's!...