Saudades imensas vêm fundindo esse peito, pra matar e morrer
Vou até o sol e dissipo o frio com a vontade de enlaçar -
são para meus olhos o horizonte como abarcamento verdadeiro
e em mistério a esperança que se renove a teus braços e me estenda,
assim que entenda que em Nós é o melhor lugar.
Vou falando de versos pra não deixar a boca tremular o choro
que não acalenta nenhum sinal sequer
de que é próspera a mudança
E assim só tenho uma certeza:
posto que nada sei, muito irei sentir...
e de tudo.
Dói me utilizar disso como força... dói.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
terça-feira, 14 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Pena
Um dia tão bonito para um cenário tão cru.
Céu que se mostra dissipando a grandeza que nada condena-nos a sentir,
mas escolhidos pelo sensível é vontade de voar entre eles,
mas cuidar de asas imaginárias é tirar os grilhões do pensamento;
de jaula em jaula - aumentando o espaço pra se sentir menos atado.
A beleza é um regojizo cruel quando se pensa que até os espelhos quebram...
Sem dúvidas há valores tão mais tocantes que o ego, mas eu falo de considerações
para com amor latente - eu tenho tentado disfarçar,
mas eu sei que é este que me move;
eu não posso falhar no mecanismo da minha vitalidade.
De novo a ''beleza profunda da vida'', me ataca com nobreza magistral:
me defende do curso da vida que não me aliena simplesmente,
mas na sua diferença me faz sentir perdida, em partes.
Desfragmentando essa data,
sinto nada novo do que já venho,
sou presa novamente sentindo o vento me bagunçar o trajeto
e o cenário lindo, entre eu, um belo objeto que se cura de lembrança com o tempo.
Ou não,
nada por nunca,
pra sempre!
Céu que se mostra dissipando a grandeza que nada condena-nos a sentir,
mas escolhidos pelo sensível é vontade de voar entre eles,
mas cuidar de asas imaginárias é tirar os grilhões do pensamento;
de jaula em jaula - aumentando o espaço pra se sentir menos atado.
A beleza é um regojizo cruel quando se pensa que até os espelhos quebram...
Sem dúvidas há valores tão mais tocantes que o ego, mas eu falo de considerações
para com amor latente - eu tenho tentado disfarçar,
mas eu sei que é este que me move;
eu não posso falhar no mecanismo da minha vitalidade.
De novo a ''beleza profunda da vida'', me ataca com nobreza magistral:
me defende do curso da vida que não me aliena simplesmente,
mas na sua diferença me faz sentir perdida, em partes.
Desfragmentando essa data,
sinto nada novo do que já venho,
sou presa novamente sentindo o vento me bagunçar o trajeto
e o cenário lindo, entre eu, um belo objeto que se cura de lembrança com o tempo.
Ou não,
nada por nunca,
pra sempre!
domingo, 12 de julho de 2009
Vive como deixa passar
A manhã passou espreguiçada entre o sonho ruim e confuso pra se desvanecer da madrugada estranha,
e no seu repouso tentar a continuar-se ser diferente, a trazer o acalmar do tempo que continuou (e assim será) além da minha pretensão. Diante meu trabalho mediante minha vida, a dor do que acredito, é a concepção da ''beleza profunda da vida'', entre Clarice e eu, pontuamentos da escuridão na tarde caindo...
Na sua fidelidade o tempo me desenha, usando minhas mãos, consumindo...
matando a fome, jogando sorrisos, ouvindo lembranças e transgressões:
assim existe amistosas companhias e os ventos brandando segundos seguintes
para o futuro dizer a noite seu fim, trazer essa madrugada
A contemplar-me diante de mim: na poesia os beijos cálidos que não dei porque a tua falta real,
só deixou meus dedos congelantes e duros te descrever frágil;
a estrela bonita que memorizou a lindeza desta noite.
É verdade que respiro
A paixão que me aquece, e me faz sorrir do meu mais belo,
dor guardada também - o tudo em sua hora: vive de fragmentos, também.
e no seu repouso tentar a continuar-se ser diferente, a trazer o acalmar do tempo que continuou (e assim será) além da minha pretensão. Diante meu trabalho mediante minha vida, a dor do que acredito, é a concepção da ''beleza profunda da vida'', entre Clarice e eu, pontuamentos da escuridão na tarde caindo...
Na sua fidelidade o tempo me desenha, usando minhas mãos, consumindo...
matando a fome, jogando sorrisos, ouvindo lembranças e transgressões:
assim existe amistosas companhias e os ventos brandando segundos seguintes
para o futuro dizer a noite seu fim, trazer essa madrugada
A contemplar-me diante de mim: na poesia os beijos cálidos que não dei porque a tua falta real,
só deixou meus dedos congelantes e duros te descrever frágil;
a estrela bonita que memorizou a lindeza desta noite.
É verdade que respiro
A paixão que me aquece, e me faz sorrir do meu mais belo,
dor guardada também - o tudo em sua hora: vive de fragmentos, também.
sábado, 11 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
à doer...
ao cansaço que desde o começo parece não ter fim.
a chuva ajuda a disfarçar a lágrima
tã(o)mbém(...) é grave.
a chuva ajuda a disfarçar a lágrima
tã(o)mbém(...) é grave.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
''...por você não há o que eu não faça...''
Hoje encontrei a árvore que inspirou algumas das minhas mais lindas metáforas,
decepada.
Poderia ter sido um corte na minha garganta*, também,
mas meu cachecol me protegeu.
Na volta, minhas mãos o apertaram,
entre os dedos nós que não aplacam linhas claras,
mas me aquecem preenchendo
a falta de um enlaçamento que (de algum modo)
permanece como chama para brasa alta queimar
a tristeza aqui de dentro
e deixar
sentir apenas frio, para entender calor, também.
É sempre a busca pelo mais simples.
No crepúsculo uma ausência
dessa vida correndo na chuva,
inundando os olhos
e as horas caindo,
...
eis-me, aqui.
*lembra da última vez que estávamos no escuro daquela sombra?
uma hipérbole eufemista, para nossa tentação,
consumida,
toda e literalmente.
decepada.
Poderia ter sido um corte na minha garganta*, também,
mas meu cachecol me protegeu.
Na volta, minhas mãos o apertaram,
entre os dedos nós que não aplacam linhas claras,
mas me aquecem preenchendo
a falta de um enlaçamento que (de algum modo)
permanece como chama para brasa alta queimar
a tristeza aqui de dentro
e deixar
sentir apenas frio, para entender calor, também.
É sempre a busca pelo mais simples.
No crepúsculo uma ausência
dessa vida correndo na chuva,
inundando os olhos
e as horas caindo,
...
eis-me, aqui.
*lembra da última vez que estávamos no escuro daquela sombra?
uma hipérbole eufemista, para nossa tentação,
consumida,
toda e literalmente.
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