''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pena

Um dia tão bonito para um cenário tão cru.

Céu que se mostra dissipando a grandeza que nada condena-nos a sentir,
mas escolhidos pelo sensível é vontade de voar entre eles,
mas cuidar de asas imaginárias é tirar os grilhões do pensamento;
de jaula em jaula - aumentando o espaço pra se sentir menos atado.

A beleza é um regojizo cruel quando se pensa que até os espelhos quebram...
Sem dúvidas há valores tão mais tocantes que o ego, mas eu falo de considerações
para com amor latente - eu tenho tentado disfarçar,
mas eu sei que é este que me move;
eu não posso falhar no mecanismo da minha vitalidade.

De novo a ''beleza profunda da vida'', me ataca com nobreza magistral:
me defende do curso da vida que não me aliena simplesmente,
mas na sua diferença me faz sentir perdida, em partes.

Desfragmentando essa data,
sinto nada novo do que já venho,
sou presa novamente sentindo o vento me bagunçar o trajeto
e o cenário lindo, entre eu, um belo objeto que se cura de lembrança com o tempo.

Ou não,
nada por nunca,
pra sempre!

domingo, 12 de julho de 2009

Vive como deixa passar

A manhã passou espreguiçada entre o sonho ruim e confuso pra se desvanecer da madrugada estranha,
e no seu repouso tentar a continuar-se ser diferente, a trazer o acalmar do tempo que continuou (e assim será) além da minha pretensão. Diante meu trabalho mediante minha vida, a dor do que acredito, é a concepção da ''beleza profunda da vida'', entre Clarice e eu, pontuamentos da escuridão na tarde caindo...

Na sua fidelidade o tempo me desenha, usando minhas mãos, consumindo...
matando a fome, jogando sorrisos, ouvindo lembranças e transgressões:
assim existe amistosas companhias e os ventos brandando segundos seguintes
para o futuro dizer a noite seu fim, trazer essa madrugada
A contemplar-me diante de mim: na poesia os beijos cálidos que não dei porque a tua falta real,
só deixou meus dedos congelantes e duros te descrever frágil;
a estrela bonita que memorizou a lindeza desta noite.
É verdade que respiro

A paixão que me aquece, e me faz sorrir do meu mais belo,
dor guardada também - o tudo em sua hora: vive de fragmentos, também.

Das horas e sua dor apontada

Acho mesmo que você não sai nunca daqui de dentro.

sábado, 11 de julho de 2009

let's!...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

à doer...

ao cansaço que desde o começo parece não ter fim.

a chuva ajuda a disfarçar a lágrima
tã(o)mbém(...) é grave.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

''...por você não há o que eu não faça...''

Hoje encontrei a árvore que inspirou algumas das minhas mais lindas metáforas,
decepada.
Poderia ter sido um corte na minha garganta*, também,
mas meu cachecol me protegeu.

Na volta, minhas mãos o apertaram,
entre os dedos nós que não aplacam linhas claras,
mas me aquecem preenchendo
a falta de um enlaçamento que (de algum modo)
permanece como chama para brasa alta queimar
a tristeza aqui de dentro
e deixar
sentir apenas frio, para entender calor, também.

É sempre a busca pelo mais simples.

No crepúsculo uma ausência
dessa vida correndo na chuva,
inundando os olhos
e as horas caindo,
...

eis-me, aqui.

*lembra da última vez que estávamos no escuro daquela sombra?
uma hipérbole eufemista, para nossa tentação,
consumida,
toda e literalmente.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Alive

Estou vendo o poente mais lindo que de mim sempre é.
Sim, sempre poente lindo.

E sempre eu.

Agora tão-somente eu
e essa vontade de caminhar muito além do cansaço
e numa praça sentar e permanecer conversando
falando desse tempo, dessa vida
engrandecendo as palavras para a realidade;
superando tudo o que possa ser dito.

Num abraço, antecipando.
Agradecendo tudo.
E pondo a verdade que não há nada que se diga que seja tão digno
quanto o entender que não se explica, de um coração felicitado.

Um conforto na linha dos teus braços,
minha vontade mais forte.

Eu disse, sempre. te amo
E ainda é.

Eu estou viva.