''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

quinta-feira, 9 de julho de 2009

''...por você não há o que eu não faça...''

Hoje encontrei a árvore que inspirou algumas das minhas mais lindas metáforas,
decepada.
Poderia ter sido um corte na minha garganta*, também,
mas meu cachecol me protegeu.

Na volta, minhas mãos o apertaram,
entre os dedos nós que não aplacam linhas claras,
mas me aquecem preenchendo
a falta de um enlaçamento que (de algum modo)
permanece como chama para brasa alta queimar
a tristeza aqui de dentro
e deixar
sentir apenas frio, para entender calor, também.

É sempre a busca pelo mais simples.

No crepúsculo uma ausência
dessa vida correndo na chuva,
inundando os olhos
e as horas caindo,
...

eis-me, aqui.

*lembra da última vez que estávamos no escuro daquela sombra?
uma hipérbole eufemista, para nossa tentação,
consumida,
toda e literalmente.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Alive

Estou vendo o poente mais lindo que de mim sempre é.
Sim, sempre poente lindo.

E sempre eu.

Agora tão-somente eu
e essa vontade de caminhar muito além do cansaço
e numa praça sentar e permanecer conversando
falando desse tempo, dessa vida
engrandecendo as palavras para a realidade;
superando tudo o que possa ser dito.

Num abraço, antecipando.
Agradecendo tudo.
E pondo a verdade que não há nada que se diga que seja tão digno
quanto o entender que não se explica, de um coração felicitado.

Um conforto na linha dos teus braços,
minha vontade mais forte.

Eu disse, sempre. te amo
E ainda é.

Eu estou viva.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Essa calma é de uma anestesia que me faz doer lá no fundo, apenas.
Algo imaterial, mas que me consolida por inteiro.

Não se faz explicar, mas não é agora que vou entender.

Cai como a chuva, um rastro de saudade;
vai a terra e seu tempo, juntos, secarem
- recicla a vida, também.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

é pra ti que eu falo todos os dias...

Ah, como tu faz falta na minha vida.
E como a vida falta sem você.

Essa garoa fina me faz chorar sem perceber
e encontrei pessoas, e estavam tão tristes...
será o mal do mundo essa ânsia, essa falta?
para todo mal, há cura. e eu sei que estás em algum lugar me ouvindo,
sim, me ouvindo; dizem que o que é do coração não passa desapercebido
Tão menos quando aqui é pulsação visível, contorna meus cabelos, os pulsos,
os cadarços... um descom/passo.

Em qualquer momento o vento há de te tocar imenso, como tudo isso.

Ouvi um comentário que me soou engraçado, sorri.
Contei pra mim mesma
e ri de novo,
como se fosse você, porque sei que você,
só você, riria comigo.

É bonito.
O vermelho hoje é bonito,
porque é o que resta aqui de dentro, junto contigo.
Meus inseparáveis.

TPeO aRmRoA!

e minha cabeça dói.

domingo, 5 de julho de 2009

Abatimento

Do corpo,
da alma,
dos maus sentimentos nas horas que acompanham felicidades instantâneas,
mas eternas por bons amigos - e eu agradeço
Só não entendo porque assim que escurece e a noite fica fria volta a solidão
a abater também a ousadia de pensar que mudaria assim, tão facilmente.

E porque eu sonhei que você voltaria?
Tá doendo muito.
E és ainda todo, meu amor.

sábado, 4 de julho de 2009

Devo acreditar que a minha existência é uma das mais medíocres, por agora.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Constipação

A invalidez do corpo não perdoa, não deixa nem o dia lindo manifestar qualquer espacinho de esperança aqui dentro
Tosse úmida a vontade de dizer, e quando chora dói tanto,
que acabo dormindo no espaço demasiado.

E as horas passaram e eu fiquei ali, vagando entre o sono e o semi-sono,
os sonhos e as alucinações do que poderia ter acontecido
Mas entendi, o sofá não me daria tanto espaço a chegar perto de ti,
e nem passos meus para atenderem o telefone e ouvirem a tua voz,
nada tão perto de mim, uma voz pra soprar o coração.

Levantei perto das seis da tarde, neste estado de consumação lenta
o corpo demora a reconhecer e titubeia em realizar,
mas, fiz esfihas. E elas ficarão ali, na forma; bonitas e quentinhas.

Uma bela forma de mostrar que ainda estou viva,
mas viver nem sempre vale a pena.

Essa parte calma, quase fria, que me orienta é o efeito de um desgosto que nem o corpo aguenta mais representar
É infeliz essa existência, entre um corpo estirado, os lábios muito pálidos e secos
querendo dizer o que ninguém vai querer ouvir falar.
E é ninguém mesmo, o silêncio acalenta o nó da solidão;
e sem dor, uma nuvem vem me abater deixando alterada a condição de sofrer
ao eu me adaptar pela milésima vez à tua lembrança, a minha vontade, e não estás.

É, eu perdi, mais um dia.
Um dia perdido é pouco,
mas como,
eu perdi.

E pedi.
...