''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Da luz e da escuridão - sombras de dentro

O Verme e a Estrela
Adriana Calcanhotto

''Agora sabes que sou verme
Agora, sei da tua luz
Se não notei minha epiderme...
E, nunca estrela eu te supus

Mas, se cantar pudesse um verme
Eu cantaria a tua luz!

E eras assim...
Por que não deste
Um raio, brando, ao teu viver?
Não te lembrava. Azul-celeste
O céu, talvez, não pode ser...
Mas, ora! enfim, por que não deste
Somente um raio ao teu viver?

Olho e não vejo a tua luz!
Vamos que sou, talvez, um verme...
Estrela nunca eu te supus!

Olho, examino-me a epiderme...
Ceguei! ceguei da tua luz? ''

quinta-feira, 25 de junho de 2009

15:17h

eu não consigo me manter estável, porque embora cheia de amor eu
esteja, essa dor confronta toda a esperança e a realidade me
condena a sensibilidade; toda a vez que eu me deparo com a tua
falta, eu sinto o peso de uma despedida que nunca ocorreu de fato,
porque tu nunca partistes, mas não estás e pior, não sei quando
chegarão palavras suas. e assim eu fico numa constante partida
destes sentimentos sem sentido e os arrepios covardes que me
arrebatam a calma em qualquer momento - seja o mais importante pra
mim, eles falam mais alto do fundo do meu coração, Minha vida.

eu sei que eu não consigo,
por isso as lâminas se afiam, e eu deixo ao encargo do tempo
a troca de peles que cortante ele fará;
entre o vento frio, entre a dor, o desespero, a saudade, tantos e
tantos risos...
vai me doer muito ainda, a falta do teu companherismo.
o compartilhamento de citação qualquer que sabíamos com paciência
ceder, na nossa língua.
Para falar e para sentir; nossas línguas.

Agora são tapetes de um veneno que não tem de fato atingido
ninguém,
se não nas próprias mordidas que calam gritos nossos,
tem matado-nos, lentamente.

Porra, e tu sabes disso.
Caralho, tu queres isso.
Meu deus, eu não entendo.
Eu falo tanto sozinha, eu falo tanto... eu falo pra ti, que não
estás, eu estou te alimentando aqui dentro; eu quero morrer mas
não quero que tu morras.
Eu vou dizer, eu vou dizer sim, escrever para nunca se perder;
pra nunca mais alcançar no nosso caminho bonito esse atalho pra
volta-sem-fim da dor de não seguir direção,
- e desistindo da guia, afunda-se.

E essa merda de chuva vem pra irromper o silêncio. Irônica pra
quando me esforço pra ouvir-te, pra ter uma resposta.
Mas ela não me encomoda. De agora em diante tem-se mostrado
companhia. E na incontância que me zomba, parte a janela um raio
de sol e gorjeios... essa janela suja, essa vista que não vale
nada. essa preguiça. eu poderia poetizar o dia...!

''Pelo amor de deus, a sede não passa com dois goles de café, só
porque a tarde é bonita nos olhos da tempestade que só pensa em
devorar o mundo.''

silencias-me, Gabriele.
me dizes antes, e deixas sem pretenção tua, mas com realidade
minha que, sinta

A lama começa a acumular na porta.
As peripécias do tempo não param...
E essa lama laranja, e esse tempo batendo o pé por quem entra
aqui, deixando pegadas
e passagens.

só passa,
só pode passar.
só posso aceitar esse tempo e me deixar de vez.
deixar pra onde ele me levar, aonde ... sei lá.

folhas por aí e eu te busco.
um curso de lágrima perfeito.

Dói finamente esse peito.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

-

Meu coração persofinicado, é confusão de paixão,
bem no centro,
o olho de um furacão. Te fitando
- e sopros de dor saem de mim ...

então, correntes do tempo frio.

''...And I hear him every night
In every pore
And every time he just makes me warm
(...)
And I hear him every night
On every street
The scales that do slither
Deliver me from''

terça-feira, 23 de junho de 2009

Do coração insuportavelmente explícito

Meia dúzia de pessoas valem a pena nessa vida, de fato.

E de todas elas, no menor tempo que eu viva por entre, tu aparece.

Inexplicavelmente.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Fio da meada

O nó é tão grande que eu não sei o que é linha, o que é tripa.

domingo, 21 de junho de 2009

''...I just never took the time...''

Nem preciso dizer que o controle não está em minhas mãos;
a previsão dos sentidos nunca passou por qualquer razão que não arrepiasse o tato
e falasse pra pele sobre arrepios.

Aprendí metáforas cedo demais, antes mesmo de entender palavras para configurar sensações
e a significância dos objetos nunca passou de uma exótica previsão de coincidências
e pesares que fizessem entender o tempo, nunca além do seu ''mais que de repente''

E tão de repente, que tudo o que me indica este tempo
não te afasta de um sinal, desse horizonte refletindo sua pele
e construindo nas minhas visões, o pousar nos teus olhos.

Eu sei, eu imagino demais e isso me dói.
Dói enquanto recrio dores pelo passado,
enquanto fantasio mudanças para um depois que talvez nunca ocorrerá;
mas, porque não fazer de meu hoje um presente de transformação
e transgredir o que se chama de dor, de tempo, de impossibilidade
para abrir portas e te sentir entrar esta casa muito além de estandartes físicos,
mas transformações de uma realidade que não nos prenda nesse tudo-o-mais?

eu estou sentindo e criando, recriando... o que não acabará nestas palavras.

te amo.

sábado, 20 de junho de 2009

breathing

Entre o sim e o não,
um espaço para o tempo prosseguir meu pensamento, transmuta que a calma para uma lógica reagir precisa, não influi num coração.

E entre tempo e outro, e calma e desespero, é instante, é pensamento
e é distante a camada lúcida que faça entender que tua falta é o espaço
desse resto que venho vivendo; e há como e há você, e há... há.

eu juro, eu não entendo.