''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Como brilho dos dentes do fundo da chaga da chama
que pede porque não sabe como de outro modo
se pode (in)saciar o que é viver

(...)


quinta-feira, 27 de outubro de 2011


Quando o tempo esquece a validade e só conta a intensidade...!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

De sentir tua respiração sob meu peito,
eu redescobri metades que sem medidas disseram
em minuto d'uma noite,
um gosto de infinito entoado no próprio
efêmero palpável
- como carinho nosso de cada dia

Um definição passível de paradoxal
do que se conclui em silêncio,
avolumando a certeza que em si cresce,
como raiz...

O amadurecimento de cor de rubor,
de palidez, de cansaço,
da transparência viva de poros
crus e inexatos

É de cálculos sem fronteiras dizíveis,
plenos desses esboços contínuos,
da inspiração pura de uma presença
Intensa até de medo de uma surpresa
que seja uma ausência não-quista;

mas em mesmo,
a leveza de se abrir
e do vazio,
ver de novo a descoberta

Como brindar a palavra muda
com a intenção única
de elevar a percepção desta
Como esse instante infalível,
porém intocável

Neste, aonde em que se permite
da metáfora a vida em matéria, eis:
meus lábios que beijam teus olhos
e eu te revelo, uma vivência
sem escrita pontuada

posto,

que pouco a pouco minhas mãos te chegam
e pedem fôlego
só pra desaprender

e continuar,
de novo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A boca sedenta e uma gotícula besta, derramada...



Viva o vinho
que borda a aurora
(nem que da boca abóbada!)
do rubro sublime, bonito...


Já que dela,
a chuva,

egoísta,
consumiu...!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

As horas úmidas do ventre seco.

O vento invade o espaço como quem condena o vazio.

Não havia de ser fato,
mas as horas precisas passando,
se temiam, de dentro.

A boca cheia,
mas engasgada do nó da garganta.

Um incômodo como grãos de areia
debaixo dos pés, humildes já que vindouros
de desertos tão grandes...

A consciência da ciência de nossas falhas
e medo grandioso
Pela fraqueza que também é virtude
quando mostrada pelo potencial em si
de também preencher-se de força

Da umidade que vive os olhos
ensaiando uma melancolia
Questionando o torrencial que corre
por fora...

As janelas indicam
o que os olhos procuram por fora
Porque adentro já mora

E são partes
e são metades
e são pontos
portos
muros

repletos de vontade
mesmo que o sereno tenha ficado
mudo assim que o orvalho apareceu

E minha lufada teve medo
do assovio que desvaneceu
assim que se viu triste

mas de plena entrega.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Um pequeno mundo em teu engrandecimento.

Eu escrevo palavras com a alegria
de que nelas, além de beleza,
posso eu desenhar generosa
o recebimento de teus olhos nestas

Não que me abata o medo da grandeza,
que o tempo é quem afujenta
esta coragem...

É apenas, a justa força
das coisas imensas
em inexplicável
Que mesmo em presente
de contemplação, faz hesitar...

E recriando nomes neste silêncio
te transforma como o fluído
que esta essência quer transbordar

Derramando especial beleza,
encantando unicamente
- seja vã ou erroneamente -
como é,
uma flor delicada

regendo a orquestra
das coisas simples e completas.
Que hoje em meu suspiro te respira,
e pertence.

quarta-feira, 20 de julho de 2011