''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

As horas úmidas do ventre seco.

O vento invade o espaço como quem condena o vazio.

Não havia de ser fato,
mas as horas precisas passando,
se temiam, de dentro.

A boca cheia,
mas engasgada do nó da garganta.

Um incômodo como grãos de areia
debaixo dos pés, humildes já que vindouros
de desertos tão grandes...

A consciência da ciência de nossas falhas
e medo grandioso
Pela fraqueza que também é virtude
quando mostrada pelo potencial em si
de também preencher-se de força

Da umidade que vive os olhos
ensaiando uma melancolia
Questionando o torrencial que corre
por fora...

As janelas indicam
o que os olhos procuram por fora
Porque adentro já mora

E são partes
e são metades
e são pontos
portos
muros

repletos de vontade
mesmo que o sereno tenha ficado
mudo assim que o orvalho apareceu

E minha lufada teve medo
do assovio que desvaneceu
assim que se viu triste

mas de plena entrega.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Um pequeno mundo em teu engrandecimento.

Eu escrevo palavras com a alegria
de que nelas, além de beleza,
posso eu desenhar generosa
o recebimento de teus olhos nestas

Não que me abata o medo da grandeza,
que o tempo é quem afujenta
esta coragem...

É apenas, a justa força
das coisas imensas
em inexplicável
Que mesmo em presente
de contemplação, faz hesitar...

E recriando nomes neste silêncio
te transforma como o fluído
que esta essência quer transbordar

Derramando especial beleza,
encantando unicamente
- seja vã ou erroneamente -
como é,
uma flor delicada

regendo a orquestra
das coisas simples e completas.
Que hoje em meu suspiro te respira,
e pertence.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O ciclo fechou, pra ser mais uma bolha de sabão...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Eis do cinza, o compasso para os passos de colorir o dia...


Que do céu, o cinza não se absorva
por pura limitação dos olhos
E que se viva as cores de dentro pra fora
do mundo de flores salutares da própria alma.

domingo, 26 de junho de 2011

'Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu digo,
fica escondido, queres arruinar-me?
queres foder o meu trabalho?'
Bukowski

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um caminho sem volta
entre pés voltados à seguir...

São as densas nuvens a própria confusa coragem
que ministra o equilíbrio da umidade e da finura solar,
em paisagem a fim de reunir o que é saber e a infinita
tentativa de prosseguir por nos definir...
docemente sem fim.

E o que vai atenuando, é o que é gravidade também,
como o eco de um grito que agora é silêncio
as lembranças como sabedoria pro próprio engano
e mais tarde, viva surpresa...

Confusa tempestade de tudo que se transforma
como uma explosão do céu transformando ideias em diamantes
Da angústia o arrebatar de uma chuva e a mente prosperando essa viagem,
que da estrada nem começou, mas dos pés já deixou conhecer a plena vontade.