''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Eis do cinza, o compasso para os passos de colorir o dia...


Que do céu, o cinza não se absorva
por pura limitação dos olhos
E que se viva as cores de dentro pra fora
do mundo de flores salutares da própria alma.

domingo, 26 de junho de 2011

'Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu digo,
fica escondido, queres arruinar-me?
queres foder o meu trabalho?'
Bukowski

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um caminho sem volta
entre pés voltados à seguir...

São as densas nuvens a própria confusa coragem
que ministra o equilíbrio da umidade e da finura solar,
em paisagem a fim de reunir o que é saber e a infinita
tentativa de prosseguir por nos definir...
docemente sem fim.

E o que vai atenuando, é o que é gravidade também,
como o eco de um grito que agora é silêncio
as lembranças como sabedoria pro próprio engano
e mais tarde, viva surpresa...

Confusa tempestade de tudo que se transforma
como uma explosão do céu transformando ideias em diamantes
Da angústia o arrebatar de uma chuva e a mente prosperando essa viagem,
que da estrada nem começou, mas dos pés já deixou conhecer a plena vontade.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Você que colhe com os olhos, sentirá brotar em si.

Correspondências pelo ar
como flores no asfalto
O impossível revelando cores novas,
que no outono diziam até que se evitava...

Agora o céu que se abre claro,
vive como quem abre os braços
para os que olham o mundo
com a ternura do que é raro

E se acolhe simples,
reunido dos mínimos detalhes
os átimos mais magníficos
da própria essência
e constante transformação da realidade.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O caminho vívido em caligrafia

O mundo como páginas imensas
e efêmeras de seus próprios instantes
Como visualizações que se guardam como
fotografias pelas lembranças
Aonde sempre que se repousa um pensamento
é viver mais que o tempo, de novo

Recuperar o suspirar de encontrar caminhos além de sonhos
vibrando o real nesse perceber antigo,
de absover sentidos e princípios e mesmo que passagem,
o aprendizado puro e inesquecível

Da página que se move em curioso estalo
dos olhos e do pequeno universo ali contido,
o infinito nos faz próprios espelhos
E recortando cada sentir, cada metade de mim
vou espacejando no tempo tudo o que quiseste também...

Ampliando sentidos,
contornando pessoas mais que suas primeiras ou últimas vozes
e embalando como um silêncio ou uma melodia
que o vento ou o nublado se espreitando,
cataliza essências.

Que meu olhar diga calado

a intensidade que carrego (...)