''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

domingo, 26 de junho de 2011

'Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu digo,
fica escondido, queres arruinar-me?
queres foder o meu trabalho?'
Bukowski

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um caminho sem volta
entre pés voltados à seguir...

São as densas nuvens a própria confusa coragem
que ministra o equilíbrio da umidade e da finura solar,
em paisagem a fim de reunir o que é saber e a infinita
tentativa de prosseguir por nos definir...
docemente sem fim.

E o que vai atenuando, é o que é gravidade também,
como o eco de um grito que agora é silêncio
as lembranças como sabedoria pro próprio engano
e mais tarde, viva surpresa...

Confusa tempestade de tudo que se transforma
como uma explosão do céu transformando ideias em diamantes
Da angústia o arrebatar de uma chuva e a mente prosperando essa viagem,
que da estrada nem começou, mas dos pés já deixou conhecer a plena vontade.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Você que colhe com os olhos, sentirá brotar em si.

Correspondências pelo ar
como flores no asfalto
O impossível revelando cores novas,
que no outono diziam até que se evitava...

Agora o céu que se abre claro,
vive como quem abre os braços
para os que olham o mundo
com a ternura do que é raro

E se acolhe simples,
reunido dos mínimos detalhes
os átimos mais magníficos
da própria essência
e constante transformação da realidade.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O caminho vívido em caligrafia

O mundo como páginas imensas
e efêmeras de seus próprios instantes
Como visualizações que se guardam como
fotografias pelas lembranças
Aonde sempre que se repousa um pensamento
é viver mais que o tempo, de novo

Recuperar o suspirar de encontrar caminhos além de sonhos
vibrando o real nesse perceber antigo,
de absover sentidos e princípios e mesmo que passagem,
o aprendizado puro e inesquecível

Da página que se move em curioso estalo
dos olhos e do pequeno universo ali contido,
o infinito nos faz próprios espelhos
E recortando cada sentir, cada metade de mim
vou espacejando no tempo tudo o que quiseste também...

Ampliando sentidos,
contornando pessoas mais que suas primeiras ou últimas vozes
e embalando como um silêncio ou uma melodia
que o vento ou o nublado se espreitando,
cataliza essências.

Que meu olhar diga calado

a intensidade que carrego (...)

domingo, 5 de junho de 2011




...um gosto doce, que das nuvens em cores
tão puras do tom leve em fino rubro, meio de crepúsculo,
dizem a vontade das próprias línguas.


,....