como um pequeno pássaro gordo.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
quinta-feira, 26 de maio de 2011
sem neblina nem expectativa suficiente
A que se faça entender como de repente se acredita tanto
só embriagado de estrelas...
Ou de tristeza,
como esse brilho frio que não se entende
Mas vai escrustando imenso o mundo,
e vai mostrando o pequeno pra infinitude
De tudo o que é belo mesmo distante,
porque flui uma camada adentro
- que não se repete embora se suponha.
E todos os nomes se fazem quase como crime,
todo coração é cor duvidosa,
todas as unhas são armas perigosas
assim que tocam os olhos e sentem os olhos úmidos
Das possibilidades tantas, que essas águas nos contornam
como felizes ou insuportáveis de tudo -
mas ainda vivos, dizem.
Embora toda história permaneça-nos juntos,
é do nada que se constrói a vontade de conter o medo
e viver o silêncio que te comprova em mundo.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Dos pequenos e inúmeros ramos de brotos e caminhos.
quando não cabia em mim
E nem na saciedade da fome
ou na chama entre velas
A luz nascia quieta vislumbrando mais,...
a minha sombra era o que se personificava repleta,
embora só.
Pois há uma personificação além do ausente
em que repete no carinho de um elaborar
o que é contente - em sentir,
e fazer frutificar.
Multiplicando pratos
e aumentando o reflexo na taça
- dos olhos contemplados desde perto,
vinho, pele e luz
Que são o translúcido de se repetir em silêncio
e infinidade, do que se adora
e vira um tênue apreciar...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
A luz num retrato vivo.
elas que com a luz de crepúsculo, aparecem agora tão sépias
- com uma luz única vindoura desse pêndulo do tempo
Que chove e acorda sentimentos escondidos,
seguros de sua própria poeira.
De repente a gente sente que se guarda
mais do que se aguarda,
e que tempo é até medida pequena perto de tudo que é presente
Mais que enlaçados em proporções exatas,
é esse cheiro da chuva na terra
que traz o gosto à língua e a vontade de dizer
Até do que mora há tanto,
e mais que tempo ainda, pode ser nostalgia ou nova ânsia...
E não acaba no fim dessa luz que precede o anoitecer,
vai ser como um suspiro de não entender mas manter-se preciso
Em prestar-se a viver o segundo depois
que até o próprio respirar vai responder...
terça-feira, 17 de maio de 2011
vivos os olhos a mais que vivo.
olhos de mar.
pois se não se pode chegar até ele, o desejo se faz d'alguma forma
- e se torna fácil se ver marejar...
e olhos de (a)mar,
rubros de sua existência mais que plena
é um repleto cheio de fragmentos
pra tempo nenhum ter tempo de nos culpar
por ser tão vivos embora tolos
e constar que uma cor de olhos pode ser tudo
com um infinito tão fácil de inventar...
pois marejar é um filtro de vontade
e pura condição de se ver viajar
naquilo que é simples e só
passa pela garganta sem o medo de não acompanhar o aceitável
é vivo e recria mais que palavras feito poros
mas que o dito cimentado no mundo dos pequenos universos
e tem pálpebras finas e abre e fecha portas do infinito
guardadas em pequenos glóbulos e sentidas em cada pequeno estalo.
e aos meus pequenos olhos marejados,
que venha o mundo ao fundo dos teus (o quanto além do que vibram esses meus...!)
de cores inspirantes e que o gélido da estação
viva o aspirante do calor interno até no úmido,
mesmo que se esteja mudo, calado, controverso...
é desse extremo ponto que se encontra o começo
o acaso, o completo.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Pois é a transformação que perscruta tudo antes que a fuga ache fim,
pintando quadros intermináveis - até que os poros contornantes de pura vida, parem de sentir. (...)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Do pulso a origem que tatua caligrafia.
De um traço a linhagem do caótico
e todos seus frutos injustificáveis,
até que fossem pulsantes palavras...