''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

terça-feira, 17 de maio de 2011

vivos os olhos a mais que vivo.

olhos de mar.
pois se não se pode chegar até ele, o desejo se faz d'alguma forma
- e se torna fácil se ver marejar...


e olhos de (a)mar,
rubros de sua existência mais que plena
é um repleto cheio de fragmentos
pra tempo nenhum ter tempo de nos culpar

por ser tão vivos embora tolos
e constar que uma cor de olhos pode ser tudo
com um infinito tão fácil de inventar...

pois marejar é um filtro de vontade
e pura condição de se ver viajar
naquilo que é simples e só
passa pela garganta sem o medo de não acompanhar o aceitável

é vivo e recria mais que palavras feito poros
mas que o dito cimentado no mundo dos pequenos universos
e tem pálpebras finas e abre e fecha portas do infinito
guardadas em pequenos glóbulos e sentidas em cada pequeno estalo.

e aos meus pequenos olhos marejados,
que venha o mundo ao fundo dos teus (o quanto além do que vibram esses meus...!)
de cores inspirantes e que o gélido da estação
viva o aspirante do calor interno até no úmido,

mesmo que se esteja mudo, calado, controverso...
é desse extremo ponto que se encontra o começo
o acaso, o completo.


um filtro em mundo, a muito mais do que quero...

segunda-feira, 16 de maio de 2011


Pois é a transformação que perscruta tudo antes que a fuga ache fim,
pintando quadros intermináveis - até que os poros contornantes de pura vida, parem de sentir.
(...)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Do pulso a origem que tatua caligrafia.



De um traço a linhagem do caótico
e todos seus frutos injustificáveis,
até que fossem pulsantes palavras
...




domingo, 8 de maio de 2011

O que o sol em absorção de luz responde.

A insistência que uma elevação que me comove os olhos
como um pedido que urge de dentro
Uma ausência que persevera que por muito ainda existe
e é fonte de sua própria calma, diz-se.

Mas diz-se muda e o coração que é solitário
só pode atender com a harmonia dos próprios batimentos
Quem me dera que a música lá fora desse eco em todos esses anseios...!

Uma mudança de tom e o dia já ferve
suas expectativas, já me abre os defeitos
D'uma entrega tão plena em dias tão lindos
mas (sempre) tão delicados...

Leva esse fio à longe e tece tudo que me mantêm
Seja num sopro de serenidade, ou nesse lamento que próprio fim tem
quando lembra que se disse pelo pleno mais bonito e intocável.


Sleepless Nights Eddie Vedder ♪

segunda-feira, 2 de maio de 2011

palavras para não esquecer dos momentos inesquecíveis.

terça-feira, 26 de abril de 2011

De uma incontável brevidade.

Como te sentir como um peso sem tempo - uma sensação densa e dona de toda a pele, e profundidade, órgãos, pulsar, vitalidade. De um infinito harmonizado com o consentimento de estar mudo - e se entregar mais do que reduzir a palavra: sentir ela e se fazer pleno. O intrínseco tatuado com os suspiros que lapidam o interior dos pulmões. A pálpebra que calcula em cor o tempo dos teus pensamentos. O timbre nos fios de cabelo; a imaginação correndo como um desejo antigo, e mais nobre do que o próprio tempo pode imaginar.
Um despertar que não morre em pleno sereno, e desperta o mundo numa metáfora, como se abrir os poros fosse modo de dizer. Ranger o assoalho da casa e deduzir o vento de um cenário. Dispender do tempo que faz tempo que se sabe não voltar tanto à aqui, mas sabe o que é permanecer.
E já não tem medo de assumir, depois que se respira a distância entre frágeis (a)braços. A ausência é uma certeza que inclina o mundo que vai mudar tudo num dia só. Num crepúsculo doce, de lembranças de tanto mais; como fina inspiração de pele mais iluminada com o lustre do horizonte rabiscado em seus próprios olhos.
E todos os espelhos se tornam sagrados quando os contornos são de dentro pra fora, e cada momento e luz e fagulha de pessoas e poesia; como em você que faz, numa lágrima que antevê, e o que se diz - até num mudo triz.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Os cavalos selvagens que hora se foram,
sempre retornam. Vivendo o cheiro do fruto,
como terra em fim de tempestade; um inevitável.

E com o cavalgar tão intenso,
que o coração não é por menos...
De tempo há medo, e tanta intensidade
que não sabe quantos anos ou apelos resolvem
- de nada que interfere, pois o constante é o vivo e à tudo renegera.