''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

terça-feira, 26 de abril de 2011

De uma incontável brevidade.

Como te sentir como um peso sem tempo - uma sensação densa e dona de toda a pele, e profundidade, órgãos, pulsar, vitalidade. De um infinito harmonizado com o consentimento de estar mudo - e se entregar mais do que reduzir a palavra: sentir ela e se fazer pleno. O intrínseco tatuado com os suspiros que lapidam o interior dos pulmões. A pálpebra que calcula em cor o tempo dos teus pensamentos. O timbre nos fios de cabelo; a imaginação correndo como um desejo antigo, e mais nobre do que o próprio tempo pode imaginar.
Um despertar que não morre em pleno sereno, e desperta o mundo numa metáfora, como se abrir os poros fosse modo de dizer. Ranger o assoalho da casa e deduzir o vento de um cenário. Dispender do tempo que faz tempo que se sabe não voltar tanto à aqui, mas sabe o que é permanecer.
E já não tem medo de assumir, depois que se respira a distância entre frágeis (a)braços. A ausência é uma certeza que inclina o mundo que vai mudar tudo num dia só. Num crepúsculo doce, de lembranças de tanto mais; como fina inspiração de pele mais iluminada com o lustre do horizonte rabiscado em seus próprios olhos.
E todos os espelhos se tornam sagrados quando os contornos são de dentro pra fora, e cada momento e luz e fagulha de pessoas e poesia; como em você que faz, numa lágrima que antevê, e o que se diz - até num mudo triz.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Os cavalos selvagens que hora se foram,
sempre retornam. Vivendo o cheiro do fruto,
como terra em fim de tempestade; um inevitável.

E com o cavalgar tão intenso,
que o coração não é por menos...
De tempo há medo, e tanta intensidade
que não sabe quantos anos ou apelos resolvem
- de nada que interfere, pois o constante é o vivo e à tudo renegera.

domingo, 17 de abril de 2011

pensar ao fundo rubro.

O coração palpita de um tempo
que não condena medidas
Ele é um parâmetro lento
que adocica o que é denso
e dá ternura ao que é pesado

É a virtude de uma espera
é senti-lo e pensar do brando
à sua pureza em complementar
até o que é dolorido, como dom
supremo de captar um mundo inteiro
numa só frequência

E mesmo num nome distante
te pensar como essência e transformar...
Um pronome em controle vivo do que transparece
por pontes tímidas e verdades infinitas,

e um suspiro perseverante.
00:50h
15/01/2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

...e uma doce contagem regressiva vai usando os poros como contadores;
quantos arrepios que dizem mais que apontam!

colorem o tempo de mil cores vivas,
escapes perfeitos pro corpo que faz das tessituras d'alma
um verdadeiro caleidoscópio que quase diz, que gosto tem uma funda luz.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Que sejam do doce presságio, o reduto!

Borboletinhas no estômago brincam com minha ansiedade assim,
como se não houvessem dias e apenas o apontamento do encanto...!

terça-feira, 12 de abril de 2011

domingo, 10 de abril de 2011

um gomo fino
que escoa denso
é o que é de ausência
e que em fundo perdeu
até o espaço pra se dizer.