''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A covardia de um sonho bom.

A luz não precisava piscar pra dizer que ali havia vida além da ilusão de olhos.
E foi fácil te seguir, como um farol.
A imensidão se espalha em cor opaca, a impressão é como chumbo;
impressiona e pelo peso, oferece o tesouro de dentro...
e sei que não tem por menos.

Não alcança medidas, mas ultrapassa tudo que não parece humano.
enxerga medo, pulsa o coração mais do que já visto, pelos olhos que são acostumados em ter um mundo leviano pra não encontrar mais perigo... mas é sobressalente, como uma pele pode ser transparente e como as veias podem ser cruéis. Como és covarde em presentear um tempo que não se passa em relógio, que não se frutifica além de dentro pra fora e todas as minhas veias já são vias e ramificam o mundo num simples toque de olhos.

Fechados ou abertos,
confundindo a atmosfera com o infinito.
Uma correlação tão íntegra que não sei até onde foi,
mas é porque tudo é.

Incrível...

quarta-feira, 30 de março de 2011

A intensidade que vive até em breve...


(...) que a graça desse dia corrente em beleza

possa vivificar as flores de nossos ventres...

sem castigar jamais os frutos da nudez!


terça-feira, 29 de março de 2011

De súbito, subitamente.

Um sinal que é de um todo,
globalizando meus poros num instante
Um instante faminto que não é tempo
mas é de súbito, esse repleto

A sensação que não se descreve
mas faz todas as palavras vivas
porque se surpreende daonde verte a vida
- embora sempre presente, revela-se uma oferenda imensa

Pra preencher de súbito uma folha em branco
guardada pra um tempo que não seria esse
sem medir o céu nublado perante olhos tão sensíveis
e tudo girando numa música que não parecesse...

O coração tão antigo de tudo que vibra,
e mais que sente,
recria a ponte pra tudo que remete,
consecutivamente...

e sempre.

segunda-feira, 28 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

piece.

uma onda cálida,
e os pensamentos viram massa morta

e te sentir é um confuso em epiderme,
o tempo em raízes no ar, o medo em uma grandeza
que flui num fruto antigo, é um pulso com todo, consentimento vivo.

num de repente,
glorifica o anseio dos olhos por deslumbrar o simples
como só conforta em que o sentir é essa via aérea,
esse respirar sem promessa de memória,
mas todas as possibilidades vivas em recordar-se em mais que massa,
entre camadas...

e todas as partes são um grande pedaço.

segunda-feira, 14 de março de 2011

'Deixa o meu coração embriagar-se de um mito,
perder-se em teu olhar este sonho infinito,
E dormir para sempre à sombra de teus cílios,'

(Baudelaire)

quarta-feira, 9 de março de 2011