''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

terça-feira, 29 de março de 2011

De súbito, subitamente.

Um sinal que é de um todo,
globalizando meus poros num instante
Um instante faminto que não é tempo
mas é de súbito, esse repleto

A sensação que não se descreve
mas faz todas as palavras vivas
porque se surpreende daonde verte a vida
- embora sempre presente, revela-se uma oferenda imensa

Pra preencher de súbito uma folha em branco
guardada pra um tempo que não seria esse
sem medir o céu nublado perante olhos tão sensíveis
e tudo girando numa música que não parecesse...

O coração tão antigo de tudo que vibra,
e mais que sente,
recria a ponte pra tudo que remete,
consecutivamente...

e sempre.

segunda-feira, 28 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

piece.

uma onda cálida,
e os pensamentos viram massa morta

e te sentir é um confuso em epiderme,
o tempo em raízes no ar, o medo em uma grandeza
que flui num fruto antigo, é um pulso com todo, consentimento vivo.

num de repente,
glorifica o anseio dos olhos por deslumbrar o simples
como só conforta em que o sentir é essa via aérea,
esse respirar sem promessa de memória,
mas todas as possibilidades vivas em recordar-se em mais que massa,
entre camadas...

e todas as partes são um grande pedaço.

segunda-feira, 14 de março de 2011

'Deixa o meu coração embriagar-se de um mito,
perder-se em teu olhar este sonho infinito,
E dormir para sempre à sombra de teus cílios,'

(Baudelaire)

quarta-feira, 9 de março de 2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma música e uma valsa de ponto final.

As palavras não bailam tudo o que diz
a imaginação de uma história
As linhas são maiores do que os braços,
mas nunca mais intensos

E o majestoso há de fechar os olhos e não depender mais
de que esse sentir seja real
É o poder do infinito multiplicando o projetável
num atravessar de mundos, se encobrindo no mesmo lugar.

Photo by Pascal Renaux
"(...) e assim, depois da morte - ainda intensos
- seremos um fantasminha claro de amor.''
(Lygia F. Telles)

Crown of love ♪ Arcade Fire ♪

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Uma voz em coro de tudo.

Cada milímetro de ti é um amor tão grande,
que não há palavra que ouse transformar
em medo o teu (não) descrever.

Por isso o coração palpita a vontade na boca,
seca a garganta e comove os olhos afim
de imaginar, até em tom qualquer

tudo a que realize,

uma vida tão curta
e uma idiossincrasia tanta.

Tu que dividiste,
desses os membros em pequenos gestos;
e de tudo além, o vento aprendeu a contar.