''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Uma voz em coro de tudo.

Cada milímetro de ti é um amor tão grande,
que não há palavra que ouse transformar
em medo o teu (não) descrever.

Por isso o coração palpita a vontade na boca,
seca a garganta e comove os olhos afim
de imaginar, até em tom qualquer

tudo a que realize,

uma vida tão curta
e uma idiossincrasia tanta.

Tu que dividiste,
desses os membros em pequenos gestos;
e de tudo além, o vento aprendeu a contar.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O ciclo (tão incerto) da prosperidade.

O dia tão pleno de luz
deixa a sombra sutil ser
de tampouco, um imenso poro do infinito

E o mágico de sentir tão fundo
é um medo desse medo tão submisso
de ser rendido a tudo tão inexplicavelmente sentido

Que se volta pros mesmos termos que provoca
tanta felicidade quanto dor,
e como o dia que não discerne sua intensidade,
vive inato sua capacidade

De nos relatar assim,
ledos enganos
em histórias fundas
de realidades nunca esquecidas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Letras pálidas em brasa forte.

Força leve de um peso sobrehumano
revela neste corpo que há
um amor maior que a ferida
de um coração, aberta!

Porque a porta da imensidão é mais funda
que o próprio coração,
e os poros, de amor e ternura,
por mais que palavras ditas
sabem o que é a eternidade

E da calidez de um instante-fundo-aberto,
reluz o fundo do poro, do mundo
e de tudo...,
que se comove até num chamado,
um papel amargo, o céu cinza,
mas olhos intensos,

justo vivos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

comovocêmedói vezemquando...

Quê falta que desfaz as unhas e enfraquece os nervos,
como uma camêra lenta abrindo escondida e muito fundo,
de repente, o peito
Uma descoberta inconclusa, de uma surpresa que
o tempo não condensou em frutos

Recortando momentos árduos,
desde um instante que globaliza os olhos em infinito,
pra um dia entre momentos retraídos em ardume do céu,
secura da boca

E os dedos que circundam o que não está,
desenhando uma bolha de guardar numa moldura efêmera
os traços bons; do que não se apaga, mas ficou líquida versão
evaporando num verão mais

Mais um pouco sem,
outro tanto se revela além
E tudo completa desde a cor das unhas
aos olhos ardidos de um coração em saudades
...

domingo, 30 de janeiro de 2011

A força branda de um puro selvagem.

Um toque da manhã em luz derradeira
abrindo fendas no chão, de puros caminhos
São entre vértebras cruas de um inspirar insvisível
respirado num passo além de pés, vivo de tudo

Um gota quase vazia,
translúcida de tudo que existe
torna o efêmero um real compartilho
que revela o essencial em um simples único

Deixa um limiar além do que se conhece,
abrindo teias entre laços enrodilhados
Compartilhando a cor sublime de um fluxo
encostado nas ondas de águas calmas
repletas do que nos imuniza e conduz
em viva pele

Como vincos ao longo do corpo
de mapas de intensas flores de emoções brutas
Vistas aos olhos, mas condensadas de um fruto
Que a aurora brinda na luz, em gota, teias e caminhos
em coro do tempo, que mesmo pareça um impresso fim
não denota como eco de um mundo,
o que inspira e eterniza o seu gosto,
desse puro fundo.