
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
A luz que quase cega.
Uma ferida independente de tempo
consome o dia
em que os ponteiros definam qual é o caminho
E um passo vira uma lágrima,
efêmera, perdida
Aonde desentende-se o suspiro que carregam os horizontes,
se os olhos estão esperando frutos da terra escura
E como tudo o que diz,
nada do que se espera é escolha referida
E mais uma vez o que o céu posta, o corpo responde
e pra tudo que cala também, um mundo e uma luz refletem
que não se desaparece o que sente...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

a nostalgia numa folha corrente
esvai a força com que nasce
pro peito que a derrapa num suspiro forte,
de perto.
vai como barcos flutuam no céu,
uma brisa leve e o contorno de tudo
são palavras leves e embalos constantes,
em fluxos da verdade de ponta-cabeça,
navegando do fundo do céu,
barcos de papel.
e palavra imunes, flutuantes no respirar fundo,
intenso,
intermitente.
e sempre mais...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Cansa-te os olhos e abre o peito.
Que medo que o teu medo
seja espelho do meu avesso
Uma euforia instantânea e a efêmera consciência da realidade
se transfundindo no mesmo instante de vidro
e uma ilusão simples
Entre imagens e as vontades impedidas
pela veracidade de olhos nus
e as cores vibrantes, covardes
de toda a complexidade de existir entre minimalidades
A conversão de um choro na saliva
da boca conservada na saciedade de palavras brutas
E ouvidos falhos, entre canções emaranhadas
de um tempo e seus ruídos
Não se diz o que demora
pois o imprevisível é um gomo
que explode na mão sem força
a intensidade de receber apelos em extensão calma
E do sulco a alma num toque, entre o tempo-presente
embeber a verdade d'uma saciedade silenciosa,
conivente com a entrega e o caos de receber o mundo
num pensamento em si.
...e dentro de teus olhos uma história cristalizada.