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''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
A rede
O balanço que me embala
é como um vôo sem transmutar o corpo
o que liberta é um fechar de olhos sublime
de o peso em pluma abaixo do pés - logo terra, sim,
mas vivendo o etéreo das ideias
E assim simples eu quero a fibra dessa matéria
e não o enjoo do ir e vir
como eterno retorno e ânsia do que não se é
E sabe-se de repente, que antes de livrar-se do passado,
a grande coragem é o salto de ir
e saber voltar pra reconhecer o que lapidou esse todo
Abaixo de si, um solo de vermes
e a fertilidade inspirando (enquanto doendo) o coração,
e também pedindo o céu, como num momento desses -
aonde o lúdico e um de repente deixa os dois em mim
como um entremeio
E o meio gosto,
e a vontade do vôo,
na equalização dos meus medos e sonhos.
é como um vôo sem transmutar o corpo
o que liberta é um fechar de olhos sublime
de o peso em pluma abaixo do pés - logo terra, sim,
mas vivendo o etéreo das ideias
E assim simples eu quero a fibra dessa matéria
e não o enjoo do ir e vir
como eterno retorno e ânsia do que não se é
E sabe-se de repente, que antes de livrar-se do passado,
a grande coragem é o salto de ir
e saber voltar pra reconhecer o que lapidou esse todo
Abaixo de si, um solo de vermes
e a fertilidade inspirando (enquanto doendo) o coração,
e também pedindo o céu, como num momento desses -
aonde o lúdico e um de repente deixa os dois em mim
como um entremeio
E o meio gosto,
e a vontade do vôo,
na equalização dos meus medos e sonhos.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
pequenas rosas despetaladas
O olhar transforma o que recebe
do cultivo frutificado por dentro;
a terra estremece ao mais delicado sentir
e uma rosa aparece, em certeza apaziguada em si
O bem-querer mora nos cílios de quem percebe o mundo
com os próprios pulsares sonorizando os passos,
sob a terra em que vive o bem-querer dentro de um suspiro
e a realidade a que se inventa o espaço.
Contorna a forma e liberta a fonte
dos dedos enrodilhados na entrega
de receber nas mãos um papel, o mundo
como as últimas e primeiras coisas da aurora e nosso interno submundo.
do cultivo frutificado por dentro;
a terra estremece ao mais delicado sentir
e uma rosa aparece, em certeza apaziguada em si
O bem-querer mora nos cílios de quem percebe o mundo
com os próprios pulsares sonorizando os passos,
sob a terra em que vive o bem-querer dentro de um suspiro
e a realidade a que se inventa o espaço.
Contorna a forma e liberta a fonte
dos dedos enrodilhados na entrega
de receber nas mãos um papel, o mundo
como as últimas e primeiras coisas da aurora e nosso interno submundo.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
a sombra de um dia bonito
organismos simples implodem inúteis
a virtude de falar para regurgitar lamentos...
o cansar do avesso pintando flores pra não esquecer dos momentos
e do vazio da lógica fácil que o tempo não deixou.
os olhos se pintam de cor
e a complexidade flutua imune
as paisagens passadas, a nostalgia de não pertencer ao puro
que a solidão se concretou;
no momento mesmo de registrar o mundo e cuidar com a armadilha
que os próprios cílios entregam:
no momento de desligar-se do mecanismo,
e reverter.
o medo da vida que a coragem nos deixou.
domingo, 31 de outubro de 2010
do que se vive e eu te conto...
Abre o dia pra receber a luz no peito...
que a calidez do coração seja a prosperidade
do vento, em seu dia e entrega à integridade
de nossa força, muito além de um ponto,
mas a certeza da longevidade pra onde vai a luz.
Um corpo sustentando a leveza
do fardo de cada um,
só recebe a beleza de superar respirando
a própria lástima, e entendendo no louvor
de abrir os poros, que são todas as sensações
que do pleno nos faz vivos e então sujeitos a viver nosso máximo,
e saber o que é de fato esse amor.
Muito mais que palavras ou gestos,
é um olhar intransferível - uma sinestesia de dentro
entre a verdade e o sensível que entrega esses pontos
e as pedras de seguir o caminho e distender-se, afinal.
A coragem mora num suspiro profundo;
respira-te.
que a calidez do coração seja a prosperidade
do vento, em seu dia e entrega à integridade
de nossa força, muito além de um ponto,
mas a certeza da longevidade pra onde vai a luz.
Um corpo sustentando a leveza
do fardo de cada um,
só recebe a beleza de superar respirando
a própria lástima, e entendendo no louvor
de abrir os poros, que são todas as sensações
que do pleno nos faz vivos e então sujeitos a viver nosso máximo,
e saber o que é de fato esse amor.
Muito mais que palavras ou gestos,
é um olhar intransferível - uma sinestesia de dentro
entre a verdade e o sensível que entrega esses pontos
e as pedras de seguir o caminho e distender-se, afinal.
A coragem mora num suspiro profundo;
respira-te.
à Aline Dias
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O gosto da aurora se reservando no crepúsculo
A sentinela das horas me fornece o compasso das lembranças:
o pulso dos sentires se revelando vivo até agora.
O momento do despertar não denomina exatamente o momento de apagar;
a forma apenas avoluma o espaço de descobrir e o que revela,
fica mais forte e exposto que um retrato (entendes?)
O puro de um momento largo sobressaltando o página,
transforma condições prontas; moradas em mim, obstinadas em você
que num encontro perscrutou vida e do que se alonga, ainda que se parta,
não desfalece - apenas desvanece o que é bruto e vão
E então assopra um além do próprio instante, e rememora
que meus pensamentos céticos moravam sob a densidade da Lua, sem lhos saber
e o desvio de um olhar os fez direção certa, e eu segui o lume.
E hoje ainda o que prospera, entre poesia e afagos idos, entre nós como pérolas
no meu pescoço, que envaidecem o pensamento e trazem a prosperidade
que vira o luxo desse silêncio de fim do dia;
intimista e pretencioso,
a quê a aurora se complete sem a necessidade,
e sim, com a vitalidade que o frasco do corpo exalou e pretende
respirar (daquele) dia-após-dia,
o pulso dos sentires se revelando vivo até agora.
O momento do despertar não denomina exatamente o momento de apagar;
a forma apenas avoluma o espaço de descobrir e o que revela,
fica mais forte e exposto que um retrato (entendes?)
O puro de um momento largo sobressaltando o página,
transforma condições prontas; moradas em mim, obstinadas em você
que num encontro perscrutou vida e do que se alonga, ainda que se parta,
não desfalece - apenas desvanece o que é bruto e vão
E então assopra um além do próprio instante, e rememora
que meus pensamentos céticos moravam sob a densidade da Lua, sem lhos saber
e o desvio de um olhar os fez direção certa, e eu segui o lume.
E hoje ainda o que prospera, entre poesia e afagos idos, entre nós como pérolas
no meu pescoço, que envaidecem o pensamento e trazem a prosperidade
que vira o luxo desse silêncio de fim do dia;
intimista e pretencioso,
a quê a aurora se complete sem a necessidade,
e sim, com a vitalidade que o frasco do corpo exalou e pretende
respirar (daquele) dia-após-dia,
e sempre agora, sem(pre) depois.
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