''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

suspiroINspiração

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O gosto da aurora se reservando no crepúsculo

A sentinela das horas me fornece o compasso das lembranças:
o pulso dos sentires se revelando vivo até agora.

O momento do despertar não denomina exatamente o momento de apagar;
a forma apenas avoluma o espaço de descobrir e o que revela,
fica mais forte e exposto que um retrato (entendes?)

O puro de um momento largo sobressaltando o página,
transforma condições prontas; moradas em mim, obstinadas em você
que num encontro perscrutou vida e do que se alonga, ainda que se parta,
não desfalece - apenas desvanece o que é bruto e vão

E então assopra um além do próprio instante, e rememora
que meus pensamentos céticos moravam sob a densidade da Lua, sem lhos saber
e o desvio de um olhar os fez direção certa, e eu segui o lume.

E hoje ainda o que prospera, entre poesia e afagos idos, entre nós como pérolas
no meu pescoço, que envaidecem o pensamento e trazem a prosperidade
que vira o luxo desse silêncio de fim do dia;
intimista e pretencioso,

a quê a aurora se complete sem a necessidade,
e sim, com a vitalidade que o frasco do corpo exalou e pretende
respirar (daquele) dia-após-dia,
e sempre agora, sem(pre) depois.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

um piscar entre o céu e o sonho.

num descruzar de dedos, pode-se sentir muito mais que a sorte a esvair-se...
os olhos estatizam-se e as explosões no céu sugerem uma tempestade que mesmo que
quaisquer 15min (após) um dia quente demonstram que vai passar,
o sufocar no peito, não.

sugere a solidão dos dedos perdidos no espaço,
os céu escurecendo um dia inaproveitado e os quinze minutos vãos
de mais quinze, de mais trinta, de mais sessenta e tudo que não mede
mas conquista espaço bruto entre o que se vive e o que se sente;

como se esperasse uma linha mais que tênue, mas segura
e secreta como esse afinar que existe em tudo o que é bom e perigoso,
refletindo a imagem mas não assegurando o fundo de um mergulho simples, mas inteiro.

e de fatal para fatal,
as saudades e o inspirar pra seguir
é tudo o que mais se tem e o menor que se pode saber.
♪ Nusthell ♪ Alice in Chains ♪

domingo, 24 de outubro de 2010

Amizade é um episódio raro de se partilhar, até em momentos tão claros como esse dia de sol;
-ficaste atrás de uma nuvem, é?

sábado, 23 de outubro de 2010

Lua cheia e demais vazios.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Das rosas que não falam, mas me dizem.

O quê faz o impulso do (um) mundo?

Eu compactuo com esse medo pronta pra receber a integridade do mais pleno - 'o movimento explica a forma' e guia o vento que mesmo batendo em flores distraídas, segue seu rumo e cultiva plantios, transpirando a matéria que transforma a recíproca. Em mim são palavras, outrora estrelas, aurora. Uma solidão de silêncio pela felicidade guardada sem o caminho certo.
Nada se doa que já não se tinha. Meu sorriso não seria doce se não houvesse o próprio cativo.
E é uma força que não precisa de presença porque realiza. E espera porque é pura e não estraga.
Doa como concebe e dói como convive. Metades que preservam os espaços idos e vindos do que se entrega e vive o mundo em cada passo, como dia passado ou desperdício. Existe.
E até parece que nessa hora, o fechar de olhos e movimento de cílios, responde o meu suspiro de início.
.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Intercalados

Há tanta ficção entre nós
que o infiltrar da história
não pode ser só um filme;
pois é justo tanta vida, gosto,
sinal de luz, que mesmo quando
se apaga, reflete a lembrança e
brinca com o tempo do que
não foi e tem a impressão que tudo é.
Usando a pele, o cérebro, a emoção
como receptáculo tolo
de que a vida é só um 'frame';
você fecha os olhos e a profundidade
de um flash lhe cegou - aguçou o resto
e você já não se perdeu: se entrega.