O quê faz o impulso do (um) mundo?
Eu compactuo com esse medo pronta pra receber a integridade do mais pleno - 'o movimento explica a forma' e guia o vento que mesmo batendo em flores distraídas, segue seu rumo e cultiva plantios, transpirando a matéria que transforma a recíproca. Em mim são palavras, outrora estrelas, aurora. Uma solidão de silêncio pela felicidade guardada sem o caminho certo.
Nada se doa que já não se tinha. Meu sorriso não seria doce se não houvesse o próprio cativo.
E é uma força que não precisa de presença porque realiza. E espera porque é pura e não estraga.
Doa como concebe e dói como convive. Metades que preservam os espaços idos e vindos do que se entrega e vive o mundo em cada passo, como dia passado ou desperdício. Existe.
E até parece que nessa hora, o fechar de olhos e movimento de cílios, responde o meu suspiro de início.
.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Intercalados
Há tanta ficção entre nós
que o infiltrar da história
não pode ser só um filme;
pois é justo tanta vida, gosto,
sinal de luz, que mesmo quando
se apaga, reflete a lembrança e
brinca com o tempo do que
não foi e tem a impressão que tudo é.
Usando a pele, o cérebro, a emoção
como receptáculo tolo
de que a vida é só um 'frame';
você fecha os olhos e a profundidade
de um flash lhe cegou - aguçou o resto
e você já não se perdeu: se entrega.
que o infiltrar da história
não pode ser só um filme;
pois é justo tanta vida, gosto,
sinal de luz, que mesmo quando
se apaga, reflete a lembrança e
brinca com o tempo do que
não foi e tem a impressão que tudo é.
Usando a pele, o cérebro, a emoção
como receptáculo tolo
de que a vida é só um 'frame';
você fecha os olhos e a profundidade
de um flash lhe cegou - aguçou o resto
e você já não se perdeu: se entrega.
domingo, 17 de outubro de 2010
amar.gura
um erro após o outro,
que o destino cobre
como fatalidade e põe nós sem ponto;
numa estrada cega
inútil, perdida,
no meio da garganta a amargura
que nenhuma palavra retira,
nenhuma mistura conduz
o irredutível que dela se sente,
e domina.
que o destino cobre
como fatalidade e põe nós sem ponto;
numa estrada cega
inútil, perdida,
no meio da garganta a amargura
que nenhuma palavra retira,
nenhuma mistura conduz
o irredutível que dela se sente,
e domina.
sábado, 16 de outubro de 2010
ilha de sentir
Respira. (me ajuda a ter paz pra respirar)
Respira após submergir que a volta
do mergulho tem seu choque,
o vento do desconhecido em plena superfície parecendo de sempre,
um gosto amargo do mais do mesmo no sublime (des)encantamento de esperar além do mundo,
indo só um pouco além dos pés...
mas é mesmo que um gole só de ilusão não inebria um mundo brando e sublime
de acreditar em fazer plenitudes e não esperar pelo norte entre rosas-do-vento efêmeras e cantos distantes...
o fundo respira mais uma vez
e o peito tenta,
arfar sopros de coragem que denomine mais uma vez,
sim,
mais do mesmo caminho, como novo.
Respira após submergir que a volta
do mergulho tem seu choque,
o vento do desconhecido em plena superfície parecendo de sempre,
um gosto amargo do mais do mesmo no sublime (des)encantamento de esperar além do mundo,
indo só um pouco além dos pés...
mas é mesmo que um gole só de ilusão não inebria um mundo brando e sublime
de acreditar em fazer plenitudes e não esperar pelo norte entre rosas-do-vento efêmeras e cantos distantes...
o fundo respira mais uma vez
e o peito tenta,
arfar sopros de coragem que denomine mais uma vez,
sim,
mais do mesmo caminho, como novo.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
mais dia, mais noite.
os fragmentos notam um chão que os pés se comovem em viver;
retorcem os passos em fatais escolhas e a pele como sinal claro e vivo
de tudo o que se encaminha e todas as partes do corpo e da vida responderão...
riscos e medidas sem par,
uma notícia que não se apega ao girar íntegro do mundo,
pois um instante se desfaz sem carregar nada...
ao mesmo, tudo permanece e transmuta a essência
com as terras que se movem, e o eco que permanece.
quê me dirás sem voz quando a paz não for só um título?
quanto tempo mais que a falta dos teus olhos criarão distância em vento
e águas entre nós, deserto entre nós, notas e aguçado vazio
que completa uma paisagem sobre o real?
secando a tinta e esvaindo o frasco de mais um pouco e abrindo mais um tanto
e repetindo, sem pergunta, sem voz, sem você,
mas como tudo.
epiderme,
estrela,
luz,
verme...
uma mão sob o tempo e a densidade toda
que canta um palpitar úmido,
dia após dia e a par de tudo mudar, sem dia que conte
toda a descoberta que aponta.
entra mais vento e responde mais sutileza
- de violências rasgadas em palavras tantas
e vontades imensas que não saceiam até hoje.
retorcem os passos em fatais escolhas e a pele como sinal claro e vivo
de tudo o que se encaminha e todas as partes do corpo e da vida responderão...
riscos e medidas sem par,
uma notícia que não se apega ao girar íntegro do mundo,
pois um instante se desfaz sem carregar nada...
ao mesmo, tudo permanece e transmuta a essência
com as terras que se movem, e o eco que permanece.
quê me dirás sem voz quando a paz não for só um título?
quanto tempo mais que a falta dos teus olhos criarão distância em vento
e águas entre nós, deserto entre nós, notas e aguçado vazio
que completa uma paisagem sobre o real?
secando a tinta e esvaindo o frasco de mais um pouco e abrindo mais um tanto
e repetindo, sem pergunta, sem voz, sem você,
mas como tudo.
epiderme,
estrela,
luz,
verme...
uma mão sob o tempo e a densidade toda
que canta um palpitar úmido,
dia após dia e a par de tudo mudar, sem dia que conte
toda a descoberta que aponta.
entra mais vento e responde mais sutileza
- de violências rasgadas em palavras tantas
e vontades imensas que não saceiam até hoje.
...mas vamos tentar.
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