''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

tremor

E mesmo que orvalhadas, são as flores nas mãos, que no fim da tempestade,
eu tenho pra te dar.



mais dia, mais noite.

os fragmentos notam um chão que os pés se comovem em viver;
retorcem os passos em fatais escolhas e a pele como sinal claro e vivo
de tudo o que se encaminha e todas as partes do corpo e da vida responderão...

riscos e medidas sem par,
uma notícia que não se apega ao girar íntegro do mundo,
pois um instante se desfaz sem carregar nada...
ao mesmo, tudo permanece e transmuta a essência
com as terras que se movem, e o eco que permanece.

quê me dirás sem voz quando a paz não for só um título?
quanto tempo mais que a falta dos teus olhos criarão distância em vento
e águas entre nós, deserto entre nós, notas e aguçado vazio
que completa uma paisagem sobre o real?
secando a tinta e esvaindo o frasco de mais um pouco e abrindo mais um tanto
e repetindo, sem pergunta, sem voz, sem você,
mas como tudo.


epiderme,
estrela,
luz,
verme...

uma mão sob o tempo e a densidade toda
que canta um palpitar úmido,
dia após dia e a par de tudo mudar, sem dia que conte
toda a descoberta que aponta.

entra mais vento e responde mais sutileza
- de violências rasgadas em palavras tantas
e vontades imensas que não saceiam até hoje.

...mas vamos tentar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Perceber a paisagem é engolir a sinfonia do olhar com o coração. Saber sentir a brisa fazendo o dançar dos cabelos, o corpo caminhando com as pedras e as precauções do passo como ritmo de um momento, uma chegada e uma recordação. Os olhos fitam uma condição e o coração responde o que palpita. A boca sente o gosto mas é a garganta que retêm o sustento. O restante do caminho é tempo e céu encaminhando suas vias de descobrir por debaixo da existência toda o sagrado sem milagre que explora as mãos e deixa as identidades vivas;
podemos tanto e recebemos com as mãos atadas...
enquanto sonham plenas, estendidas.
pequena lalande sussurrada.

domingo, 10 de outubro de 2010

Eu digo, digo, digo, mas o sereno ainda dói...

sábado, 9 de outubro de 2010

Tento, tento.

dias de esquecer, de lembrar,
de sonhar, e, ah, não sei mais...

esquecí como são passarinhos
e fui suspirar.



(Nice Dream)

lalande.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

espiral

até a imensidão tem um ponto.

e ainda dizendo-se se é final ou não,
não importa... continua alavancando frases,
provocando suspiros das línguas sensíveis,
ideias das mentes abertas,
metáforas e contrastes de mundo,
dos olhos que sentem
o dentro pra fora.

na grafia, uma resposta
como motivo pra terminar o dia
e a seguir ser a aurora...
de uma incógnita e por que,
a imensidão ultrapassa nossos pontos
e nos traz tantas vezes em voltas.
...