''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
sábado, 9 de outubro de 2010
Tento, tento.
dias de esquecer, de lembrar,
de sonhar, e, ah, não sei mais...
esquecí como são passarinhos
e fui suspirar.

de sonhar, e, ah, não sei mais...
esquecí como são passarinhos
e fui suspirar.
lalande.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
espiral
até a imensidão tem um ponto.
e ainda dizendo-se se é final ou não,
não importa... continua alavancando frases,
provocando suspiros das línguas sensíveis,
ideias das mentes abertas,
metáforas e contrastes de mundo,
dos olhos que sentem
o dentro pra fora.
na grafia, uma resposta
como motivo pra terminar o dia
e a seguir ser a aurora...
de uma incógnita e por que,
a imensidão ultrapassa nossos pontos
e nos traz tantas vezes em voltas.
...
e ainda dizendo-se se é final ou não,
não importa... continua alavancando frases,
provocando suspiros das línguas sensíveis,
ideias das mentes abertas,
metáforas e contrastes de mundo,
dos olhos que sentem
o dentro pra fora.
na grafia, uma resposta
como motivo pra terminar o dia
e a seguir ser a aurora...
de uma incógnita e por que,
a imensidão ultrapassa nossos pontos
e nos traz tantas vezes em voltas.
...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
''...Meu amor, cuidado na estrada.
E quando você voltar tranque o portão,
feche as janelas, apague a luz e saiba que te amo."
E quando você voltar tranque o portão,
feche as janelas, apague a luz e saiba que te amo."
*
*
o tempo não me deixa desculpas
é uma voz rouca, uma tentativa calada,
como o vento que bagunça: mas é ordem natural e já não condena...
tu, que me dói como uma ferida que precisa abrir a pele pra sentir o calor,
o sangue quente pelo seu denso, e como é bonito o rubro em seu gosto.
como é realizar um dia sem viver, porque o ser avoluma tudo
desde nuvens em intemperismos e olhos em curvarem o mundo
numa lágrima, numa paisagem
que espelhos que não decifram o que merece
que não fala da saudade mas tremita o coração vivo
não canta uma canção nos teus ouvidos tão certa
mas em todas as linhas tortas, ladrilha a verdade
na sola dos pés, que é a pura essência num corpo só,
abrindo caminhos e encurtando a fenda do mundo
no medo e no desespero de tanta beleza vir fugaz
no que esta nota e um suspiro fazem em totalidade
num pleno distanciado, o detalhe do capaz.
é uma voz rouca, uma tentativa calada,
como o vento que bagunça: mas é ordem natural e já não condena...
tu, que me dói como uma ferida que precisa abrir a pele pra sentir o calor,
o sangue quente pelo seu denso, e como é bonito o rubro em seu gosto.
como é realizar um dia sem viver, porque o ser avoluma tudo
desde nuvens em intemperismos e olhos em curvarem o mundo
numa lágrima, numa paisagem
que espelhos que não decifram o que merece
que não fala da saudade mas tremita o coração vivo
não canta uma canção nos teus ouvidos tão certa
mas em todas as linhas tortas, ladrilha a verdade
na sola dos pés, que é a pura essência num corpo só,
abrindo caminhos e encurtando a fenda do mundo
no medo e no desespero de tanta beleza vir fugaz
no que esta nota e um suspiro fazem em totalidade
num pleno distanciado, o detalhe do capaz.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Os dias e seus instáveis relevos...
Há dias que me abrem os olhos sentindo os cílios como pétalas invisíveis
Inebriam-me de sentir nos lábios seu aroma como gosto
e outrora a areia crispando meus dentes,
tremulando meu horizonte...
E na sua largura difícil,
de estações que não medem seus raios
e que quilometragens de luz não abrasam
me estratificam a superficialidade de um alento qualquer,
que varre a camada ou aspira o que
a três ou quatro sorvos não vai mais existir
E volto à fertilidade que me racha os poros
como terra esperando meu tato como gesto de vida...
Me perco em pensar se negligencio seus sinais,
ou se minhas respostas são reservas de um puro que se cura
Ou ainda, que se desenha avesso, ludibriado pela fome,
contornando estrelas; pois de cima pra baixo, na minha pequenitude,
sei que o brilho do intocável é certo e o infinito pode me proteger.
Inebriam-me de sentir nos lábios seu aroma como gosto
e outrora a areia crispando meus dentes,
tremulando meu horizonte...
E na sua largura difícil,
de estações que não medem seus raios
e que quilometragens de luz não abrasam
me estratificam a superficialidade de um alento qualquer,
que varre a camada ou aspira o que
a três ou quatro sorvos não vai mais existir
E volto à fertilidade que me racha os poros
como terra esperando meu tato como gesto de vida...
Me perco em pensar se negligencio seus sinais,
ou se minhas respostas são reservas de um puro que se cura
Ou ainda, que se desenha avesso, ludibriado pela fome,
contornando estrelas; pois de cima pra baixo, na minha pequenitude,
sei que o brilho do intocável é certo e o infinito pode me proteger.
domingo, 3 de outubro de 2010
O que não te dizer porque os olhos repetem...
a melancolia e seu retrato puro
respondem ao mundo muito mais do que ele pode ver
e é devagar a devastação de nós mesmos,
num sentir tão profundo que toca no que nos é mais bonito;
o céu cinza abriu os olhos
e um raio de sol penetrou meu caminho...
mas meus pés não esperavam alcançá-lo,
porque se sabe como o confiar naquilo que sinto
- a que nada repete, compete, mas existe:
o caminho a frente e os olhos levantados,
uma distância simétrica que as palavras não completam,
mas a promessa de chuva responde.
respondem ao mundo muito mais do que ele pode ver
e é devagar a devastação de nós mesmos,
num sentir tão profundo que toca no que nos é mais bonito;
o céu cinza abriu os olhos
e um raio de sol penetrou meu caminho...
mas meus pés não esperavam alcançá-lo,
porque se sabe como o confiar naquilo que sinto
- a que nada repete, compete, mas existe:
o caminho a frente e os olhos levantados,
uma distância simétrica que as palavras não completam,
mas a promessa de chuva responde.
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