Há dias que me abrem os olhos sentindo os cílios como pétalas invisíveis
Inebriam-me de sentir nos lábios seu aroma como gosto
e outrora a areia crispando meus dentes,
tremulando meu horizonte...
E na sua largura difícil,
de estações que não medem seus raios
e que quilometragens de luz não abrasam
me estratificam a superficialidade de um alento qualquer,
que varre a camada ou aspira o que
a três ou quatro sorvos não vai mais existir
E volto à fertilidade que me racha os poros
como terra esperando meu tato como gesto de vida...
Me perco em pensar se negligencio seus sinais,
ou se minhas respostas são reservas de um puro que se cura
Ou ainda, que se desenha avesso, ludibriado pela fome,
contornando estrelas; pois de cima pra baixo, na minha pequenitude,
sei que o brilho do intocável é certo e o infinito pode me proteger.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
O que não te dizer porque os olhos repetem...
a melancolia e seu retrato puro
respondem ao mundo muito mais do que ele pode ver
e é devagar a devastação de nós mesmos,
num sentir tão profundo que toca no que nos é mais bonito;
o céu cinza abriu os olhos
e um raio de sol penetrou meu caminho...
mas meus pés não esperavam alcançá-lo,
porque se sabe como o confiar naquilo que sinto
- a que nada repete, compete, mas existe:
o caminho a frente e os olhos levantados,
uma distância simétrica que as palavras não completam,
mas a promessa de chuva responde.
respondem ao mundo muito mais do que ele pode ver
e é devagar a devastação de nós mesmos,
num sentir tão profundo que toca no que nos é mais bonito;
o céu cinza abriu os olhos
e um raio de sol penetrou meu caminho...
mas meus pés não esperavam alcançá-lo,
porque se sabe como o confiar naquilo que sinto
- a que nada repete, compete, mas existe:
o caminho a frente e os olhos levantados,
uma distância simétrica que as palavras não completam,
mas a promessa de chuva responde.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Um doce sonho de engano (vivendo o lúdico de um real demais).
As flores no asfalto
são os pingos da chuva, puro ácido...
são os pingos da chuva, puro ácido...
não são.
É um sentimento agudo e
uma realidade tênue,
sem caminho que estreite meus planos.
é rente das pedras entre sementes;
uma realidade tênue,
sem caminho que estreite meus planos.
é rente das pedras entre sementes;
o sentimento exalando inútil o ventre rubro,
os cabelos estendidos diante o frio e qualquer medo
Terra molhada, densa camada encharcada.
Horizonte além dos olhos
Sente a pálpebra o calor
de dentro:
fecha e sente a lágrima
sagrada, de uma fatalidade que acertou em cheio
o que é amor,
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
tears!
as gotículas do céu se afastam,
e o que o substitui no céu me liquefaz a fronte;
e o que deveria torrar a pó, é cisco à vista
e fica apenas o enuviar a tornar atraente um fim de dia:
espumas carmins brindando a calma de sobreviver
as selvagerias concretáveis que graças!, a alma não absorve.
e o que o substitui no céu me liquefaz a fronte;
e o que deveria torrar a pó, é cisco à vista
e fica apenas o enuviar a tornar atraente um fim de dia:
espumas carmins brindando a calma de sobreviver
as selvagerias concretáveis que graças!, a alma não absorve.
domingo, 26 de setembro de 2010
o quê do dia que não quis ser
enquanto a primavera deglute as flores em saliva celeste,
meu estômago fulmina o alimento (longe das borboletas)
e o coração vive a fome que a boca só condiz dizendo truculências;
essas vaias tímidas... enquanto mastiga o dia.
(por dentro dizia: saudadessaudadessaudadessaudadessaudadessaudades)
meu estômago fulmina o alimento (longe das borboletas)
e o coração vive a fome que a boca só condiz dizendo truculências;
essas vaias tímidas... enquanto mastiga o dia.
(por dentro dizia: saudadessaudadessaudadessaudadessaudadessaudades)
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