''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

terça-feira, 28 de setembro de 2010


...Looks like the devil's here to stay
...''
;;
;

domingo, 26 de setembro de 2010

o quê do dia que não quis ser

enquanto a primavera deglute as flores em saliva celeste,
meu estômago fulmina o alimento (longe das borboletas)
e o coração vive a fome que a boca só condiz dizendo truculências;
essas vaias tímidas... enquanto mastiga o dia.

(por dentro dizia: saudadessaudadessaudadessaudadessaudadessaudades)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

...me diz pra onde é que inda posso ir...''

Um mundo inteiro e um tamanho que não é
tudo o que lhe apetece, e não é apenas mundo

Pulsa a dúvida de como substâncias raras
se desfazem e esfaleçam todo os elementos que combinam,

mas derramam um óleo puro que rasteja indiferente e abre esferas
e chama distâncias; e derrete um outro infinito, céu concebido
mas nada tão imenso e inevitável quanto este vazio nas mãos.

o mundo que não te avulsa.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pelo tempo e o que se diz hoje.

A primavera chegou hoje, além do nosso quintal:
ela espera que brotem flores, dos nossos guarda-chuvas!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

a última gota de caiu do céu de agora

falta uma frase certa...
entre o que buscam as palavras,
e o que as fazem realmente completas.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Passos lá fora (e sinta-se!)

A sombra de um pássaro pelo chão
inunda o translúcido do céu num contorno simples
Uma margem minúscula que nos comove o imenso
que o mundo não contorna em nossas mãos

Por isso os ares sopram
o que os olhares transferem;
a paisagem só acentua o que nossos movimentos inúteis não concebem:

o respirar e a permissão,
que são a forma de conceber completa
porque não impele e nem inunda,
confia no expirar de sentir que lhe devolve
as impressões, e os sinais únicos e teus
um belo afinal

sem muito necessitar,
gorjeia e liberta(-te).
(o desnecessário não se espaceja por aqui)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nosso pequeno infinito, rasgado.

A tormenta que toma corpo,
desnuda a minha pele e verbaliza meus arrepios com uma simples camada de vida;
que surpresa que não desola o que já vivi e retorna sulcos lentos,
capazes de refazer todas as palavras de novo soletrando que é um medo,
esse sentir intenso e que não cabe ao corpo, progredir em acasos que mentem
a entrega plena de um sentido nulo - e por isso, o todo completo.

mudo o sentido fixa a boca - te amo, vontade faminta, faminta.