Um mundo inteiro e um tamanho que não é
tudo o que lhe apetece, e não é apenas mundo
Pulsa a dúvida de como substâncias raras
se desfazem e esfaleçam todo os elementos que combinam,
mas derramam um óleo puro que rasteja indiferente e abre esferas
e chama distâncias; e derrete um outro infinito, céu concebido
mas nada tão imenso e inevitável quanto este vazio nas mãos.
o mundo que não te avulsa.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Pelo tempo e o que se diz hoje.
A primavera chegou hoje, além do nosso quintal:
ela espera que brotem flores, dos nossos guarda-chuvas!
ela espera que brotem flores, dos nossos guarda-chuvas!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
a última gota de caiu do céu de agora
falta uma frase certa...
entre o que buscam as palavras,
e o que as fazem realmente completas.
entre o que buscam as palavras,
e o que as fazem realmente completas.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Passos lá fora (e sinta-se!)
A sombra de um pássaro pelo chão
inunda o translúcido do céu num contorno simples
Uma margem minúscula que nos comove o imenso
que o mundo não contorna em nossas mãos
Por isso os ares sopram
o que os olhares transferem;
a paisagem só acentua o que nossos movimentos inúteis não concebem:
o respirar e a permissão,
que são a forma de conceber completa
porque não impele e nem inunda,
confia no expirar de sentir que lhe devolve
as impressões, e os sinais únicos e teus
um belo afinal
sem muito necessitar,
gorjeia e liberta(-te).
(o desnecessário não se espaceja por aqui)
inunda o translúcido do céu num contorno simples
Uma margem minúscula que nos comove o imenso
que o mundo não contorna em nossas mãos
Por isso os ares sopram
o que os olhares transferem;
a paisagem só acentua o que nossos movimentos inúteis não concebem:
o respirar e a permissão,
que são a forma de conceber completa
porque não impele e nem inunda,
confia no expirar de sentir que lhe devolve
as impressões, e os sinais únicos e teus
um belo afinal
sem muito necessitar,
gorjeia e liberta(-te).
(o desnecessário não se espaceja por aqui)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Nosso pequeno infinito, rasgado.
A tormenta que toma corpo,
desnuda a minha pele e verbaliza meus arrepios com uma simples camada de vida;
que surpresa que não desola o que já vivi e retorna sulcos lentos,
capazes de refazer todas as palavras de novo soletrando que é um medo,
esse sentir intenso e que não cabe ao corpo, progredir em acasos que mentem
a entrega plena de um sentido nulo - e por isso, o todo completo.
mudo o sentido fixa a boca - te amo, vontade faminta, faminta.
desnuda a minha pele e verbaliza meus arrepios com uma simples camada de vida;
que surpresa que não desola o que já vivi e retorna sulcos lentos,
capazes de refazer todas as palavras de novo soletrando que é um medo,
esse sentir intenso e que não cabe ao corpo, progredir em acasos que mentem
a entrega plena de um sentido nulo - e por isso, o todo completo.
mudo o sentido fixa a boca - te amo, vontade faminta, faminta.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Vinho e você.
pra você que hoje de novo por aqui não está:
a minha valsa de um gosto pleno, pela língua que sente sem precisar dizer,
dos olhos que entregam mesmo sem direção,
e toda luz que emana dos poros flutuantes com a temperatura vinda da boca,
do brinde do céu com as estrelas tardias e um apelo vitalício que encarna a poesia
mesmo no deslize da melancolia com a incerteza dos últimos dias amargos e estranhos.
pra você a minha sensação de dormência dos pés em espera,
do movimento que vem logo após, sem tragédias de sentir o que tem vindo,
essa coragem de assumir antes que certifique-se da não-permissão,
os traços não-concebidos pela mão que pousa no rosto e sente o mundo que poderia dizer,
mas faz mais sentido em existir porque te contempla também - mesmo sem estares aqui
...e tudo faz sentido de novo; quando se respira, tateia, dança, brinda o gosto do
vinho na boca faminta do rubro, do verdadeiro, do âmago, do repleto sem a
necessidade de contar nos dedos quanto é e quanto foi; é tanto que vai apenas pra
você, nesse oferecimento tímido que não passa de um canto bonito, e baixinho,
pra que lhe alcance os pés e faça seguir, quem sabe até voltar; mas nunca parar,
porque é pra você e assim, que as palavras insistem em completar as linhas...
vide minhas lágrimas,
meus versos,
minhas expressões e as demais vivências
que se repetem em tudo porque assim há.
a minha valsa de um gosto pleno, pela língua que sente sem precisar dizer,
dos olhos que entregam mesmo sem direção,
e toda luz que emana dos poros flutuantes com a temperatura vinda da boca,
do brinde do céu com as estrelas tardias e um apelo vitalício que encarna a poesia
mesmo no deslize da melancolia com a incerteza dos últimos dias amargos e estranhos.
pra você a minha sensação de dormência dos pés em espera,
do movimento que vem logo após, sem tragédias de sentir o que tem vindo,
essa coragem de assumir antes que certifique-se da não-permissão,
os traços não-concebidos pela mão que pousa no rosto e sente o mundo que poderia dizer,
mas faz mais sentido em existir porque te contempla também - mesmo sem estares aqui
...e tudo faz sentido de novo; quando se respira, tateia, dança, brinda o gosto do
vinho na boca faminta do rubro, do verdadeiro, do âmago, do repleto sem a
necessidade de contar nos dedos quanto é e quanto foi; é tanto que vai apenas pra
você, nesse oferecimento tímido que não passa de um canto bonito, e baixinho,
pra que lhe alcance os pés e faça seguir, quem sabe até voltar; mas nunca parar,
porque é pra você e assim, que as palavras insistem em completar as linhas...
vide minhas lágrimas,
meus versos,
minhas expressões e as demais vivências
que se repetem em tudo porque assim há.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
a coragem de outrora era a fonte que se usava pra me dizer,
que por mais que o mundo nada me reservasse,
são sempre esses olhos claros que revelam o que posso transformar.
hoje os olhos claros se dispersam inundados,
na correnteza que vem poluíndo os horizontes,
desgastando as bordas e concluindo sem inspiração
que demora, pra respirar de novo o instante puro
que se resista sem prometer que alguma luta tenha de acabar
-
porque o começo do fim vem a se renovar, de novo e de novo...
e agora, eu me perdi mais uma vez.
que por mais que o mundo nada me reservasse,
são sempre esses olhos claros que revelam o que posso transformar.
hoje os olhos claros se dispersam inundados,
na correnteza que vem poluíndo os horizontes,
desgastando as bordas e concluindo sem inspiração
que demora, pra respirar de novo o instante puro
que se resista sem prometer que alguma luta tenha de acabar
-
porque o começo do fim vem a se renovar, de novo e de novo...
e agora, eu me perdi mais uma vez.
...que as preces sejam ouvidas com a capacidade que sei que existe.
eu sei.
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