''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

''...I miss you already-ready-ready-ready-readyyy
I miss you all day...''

domingo, 29 de agosto de 2010

falta.
e dói



A violência da carne-viva é uma truculência que não se suporta com a palavra, apenas. Ela se escorre da essência, mancha os olhos, cria uma tinta efêmera do que em dias fica só como lembraça - mas se esgueira dos braços agora, repuxa os tons, os tomos e tudo o que se tenta. Já estavam num rumo cego: eram veias se precipitando, pingando o sangue devagar num fluxo que esbarra com a ferrugem do dia; uma margem estranha referindo o denso, espesso, avesso.

Tudo o que se fala não adianta. engole o tempo, a via, a lembrança, a voz, a lágrima, a distância. As pálpebras vivem e secam os olhos do excesso e umedecem o que já dizia: fios de sangue traçam o foco e se isolam, como leves traças desenhando a fome que escorre e maldiz a força do corpo na hora fatal em plena e toda vida.

''A FOME

Meu Deus, até que ponto vou na miséria da necessidade: eu trocaria uma eternidade de depois da morte pela eternidade enquanto estou viva.

(Clarice Lispector)''

sábado, 28 de agosto de 2010

um muito de pouco
com a tomada do tudo de um tanto
não justifica tão simples
que é você ali sem estar aqui
e a irradiação toda sem um raio
que ilumine perímetro que o
(a)parta da verdadeira luz;

aí as palavras não dizem,
imprimem
o que o vento respalda:
'parachutes have opened now.'

terça-feira, 24 de agosto de 2010

não há coincidência, há o dia.

Twenty Years
(Placebo)

There are twenty years to go
And twenty ways to know
Who'll wear, who'll wear the hat

There are twenty years to go,
The best of all I hope
Enjoy the ride,
The medicine show

And thems the breaks for we designer fakes
We need to concentrate on more then meets the eye

There are twenty years to go,
The faithful and the low
The best of starts, the broken heart, the stone

There are twenty years to go,
The punch drunk and the blow
The worst of starts, the mercy part, the phone

And thems the breaks for we designer fakes
We need to concentrate on more then meets the eye

And thems the breaks for we designer fakes
But it's you I take, cause you're the truth, not I

There are twenty years to go
A golden age I know
But all will pass, will end to fast, you know

There are twenty years to go,
And many friends I hope
Though some may hold the rose some hold the rope

And that's the end and that's the start of it
That's the whole and that's the part of it
That's the high and that's the heart of it
That's the long and that's the short of it
That's the best and that's the test in it

That's the doubt, the doubt,
The trust in it
That's the sight and that's the sound of it
That's the gift and that's the trick in it

You're the truth, not I you're the truth, not I
You're the truth, not I you're the truth, not I
You're the truth, not I you're the truth, not I
You're the truth, not I you're the truth, not I.

Há vinte anos por vir
E vinte maneiras de saber
quem usará, quem usará o chapéu.

Há vinte anos por vir
O melhor de todos, eu espero.
Aprecie a viagem,
O show da medicina.

E então a queda, para nós, falsificados.
Nós precisamos nos concentrar em mais do que os olhos veem.

Há vinte anos por vir,
O fiel e o baixo.
O melhor dos começos, o coração partido, a pedra.

Há vinte anos por vir,
O ponche bebido e o sopro.
O pior dos começos, a parte da piedade, o telefone.

E então a queda, para nós, falsificados.
Nós precisamos nos concentrar em mais do que os olhos veem.

E então a queda, para nós, falsificados.
Mas é você que eu levo, porque você é a verdade, não eu.

Há vinte anos por vir
Uma idade preciosa, eu sei.
Mas tudo passará, terminará rápido demais, você sabe.

Há vinte anos por vir
E muitos amigos eu espero.
Embora alguns possam segurar a rosa e alguns a corda.

E isso é o fim e isso é o começo.
Isso é o todo e isso é a parte.
Isso é o ápice e isso é o coração.
Isso é o longo e Isso é o breve.
Isso é o melhor e isso é o teste.
Essa é a dúvida, a dúvida,
A confiança nisso.
Essa é a vista e esse é o som.
Esse é o dom e esse é o truque.

Você é a verdade, não eu
Você é a verdade, não eu
Você é a verdade, não eu
Você é a verdade, não eu.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

o quê diz uma neblina?

um ponto cego enaltecendo a grandeza de um abismo.
como
um elogio acidental inebriando o mundo
em
uma janela mais frágil que vidro.

um todo desfragmentando o surrealismo de viver pedaços plenos.
quero-queros.

domingo, 22 de agosto de 2010

c.


por Gabriela Schmidt
..

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

canção do dia mudo, estranho

eu olho contra o vidro,
uma imagem que não há,
eu olho contra o espelho,
uma imagem que não diz,
eu olho contra a espera,
um vão que não se representa,
eu olho pra a esperança,
e ela é vaga de imagem,
toda de espera, um espelho
que reflete de fato o vidro em um interior
que exaspera tudo o que há,
visto em você.