
Yeaaah!
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
o bom excruciante é justo quase estranho de tão extraordinário
como tal não deve haver corpo pelo mesmo, então
e todo dia é uma luz e uma treva que pinta o céu e abre o peito pra o que se sente
como palavras que não-corpo;
na boca o gosto como tudo.
um fruto doce amadurece lento
e tem casca que mancha o aposento escurecido de vida
é uma marca amarga pra descobrir o desabrochar puro;
e tão sutil, a textura do que se vê parece que não responde - que natureza trata o próprio fio
como sede que não condiz à qualquer gotícula,
como fome que não responde alimento,
e que a veia densa comove o mundo no estreito de um fluir só.
o chão coberto de folhas carnívoras vem devorando os pés de caminho
numa cor suspensa pelos olhos que pedem pra ver a árvore justificar toda ela ,
toda essa,
vida inclusa sem medo de compreender resposta
eu fico como fruto antigo em promessa, sucedência,
suculência, truculência, inrecência de não ser do mesmo
e converter de uma palavra sem composto jorrando fértil e lenta
a minha tolice pra verter isso tudo.