um fruto doce amadurece lento
e tem casca que mancha o aposento escurecido de vida
é uma marca amarga pra descobrir o desabrochar puro;
e tão sutil, a textura do que se vê parece que não responde - que natureza trata o próprio fio
como sede que não condiz à qualquer gotícula,
como fome que não responde alimento,
e que a veia densa comove o mundo no estreito de um fluir só.
o chão coberto de folhas carnívoras vem devorando os pés de caminho
numa cor suspensa pelos olhos que pedem pra ver a árvore justificar toda ela ,
toda essa,
vida inclusa sem medo de compreender resposta
eu fico como fruto antigo em promessa, sucedência,
suculência, truculência, inrecência de não ser do mesmo
e converter de uma palavra sem composto jorrando fértil e lenta
a minha tolice pra verter isso tudo.
''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
segunda-feira, 12 de julho de 2010
nada com nada (e mais uma vez)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
keep dancing!
leve pluma pousa como brasa fria
esgaça o esboço de um cisco do vento
criando fina a nostalgia de sentir supremo
o fraco dom de existir soberano como descontrole por surpresas;
o despretencioso tom de florescer em pleno outono.
flor murchas abrem o céu nublado
não como justificativa que perpetua,
mas como completude que situa
a margem dos extremos encaixando uma via só.
esgaça o esboço de um cisco do vento
criando fina a nostalgia de sentir supremo
o fraco dom de existir soberano como descontrole por surpresas;
o despretencioso tom de florescer em pleno outono.
flor murchas abrem o céu nublado
não como justificativa que perpetua,
mas como completude que situa
a margem dos extremos encaixando uma via só.
sábado, 3 de julho de 2010
Do estômago de fome do lancinante
de virtude do latente da fome intensa
assim, engolindo minhas paredes
e deixando ânsia
como no ar que engulo
da boca aberta estupefata
um silêncio pra um vazio ir tão dentro que deixa eco
e retoca a falta de verbo
pra essa fome ser matada, pra vontade ser morrida
e deixar nascer título sem engano
pra mimmesmo agora
e da falta de anestesia,
do teu nome não tenho como fazer prosa nem rima
mas a palavra consome meu frio, meu calor;
não há nome nem endereço nem tempo
que além do cálculo de todos os sinais te encontre tão bem,
como um exame calculado de milime-reentrâncias de mim.
de virtude do latente da fome intensa
assim, engolindo minhas paredes
e deixando ânsia
como no ar que engulo
da boca aberta estupefata
um silêncio pra um vazio ir tão dentro que deixa eco
e retoca a falta de verbo
pra essa fome ser matada, pra vontade ser morrida
e deixar nascer título sem engano
pra mimmesmo agora
e da falta de anestesia,
do teu nome não tenho como fazer prosa nem rima
mas a palavra consome meu frio, meu calor;
não há nome nem endereço nem tempo
que além do cálculo de todos os sinais te encontre tão bem,
como um exame calculado de milime-reentrâncias de mim.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Pousa a Mão Na Minha Testa
Não te doas do meu silêncio.
Estou cansado de todas as palavras.
Não sabes que te amo?
Pousa a mão na minha testa:
Captarás, numa palpitação inefável,
O sentido da única palavra essencial
- Amor.
Estou cansado de todas as palavras.
Não sabes que te amo?
Pousa a mão na minha testa:
Captarás, numa palpitação inefável,
O sentido da única palavra essencial
- Amor.
(Manuel Bandeira in Estrela da Vida Inteira)
quinta-feira, 24 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
''In the backseat''
Eu quero o raso pra desenhar a margem do meu mergulho,
a profundidade pra ser horizonte do princípio Coragem.
Um cuidado que responda disposição pelo simples fato de se ser,
que é o próprio veneno que desenvolve a cura.
Como a maçã da tentação mordida e pura, sustentada.
Um simples, um simplesmente que mesmo a floresta completa não conquista,
mas a saliva de dizer minha essência é que me dá a base pra existir melhor
e assim ver com os olhos de felicidade que é tudo uma coisa só.
Essa capacidade de agregar o mundo nas mãos traz junto da quantidade,
a cor das veias clara na pele; o fluxo pedindo, existindo por um pouco mais.
Partes me faltam e eu supero, mas não há o que substituo
e quando isso dói parece que não há palavra nem glória que não respire um nó.
"Quando você vai embora de nós
o pronome parte-se ao meio
você diz que só leva o s
e o que adianta?
se comigo sobra o nó
na garganta. "
a profundidade pra ser horizonte do princípio Coragem.
Um cuidado que responda disposição pelo simples fato de se ser,
que é o próprio veneno que desenvolve a cura.
Como a maçã da tentação mordida e pura, sustentada.
Um simples, um simplesmente que mesmo a floresta completa não conquista,
mas a saliva de dizer minha essência é que me dá a base pra existir melhor
e assim ver com os olhos de felicidade que é tudo uma coisa só.
Essa capacidade de agregar o mundo nas mãos traz junto da quantidade,
a cor das veias clara na pele; o fluxo pedindo, existindo por um pouco mais.
Partes me faltam e eu supero, mas não há o que substituo
e quando isso dói parece que não há palavra nem glória que não respire um nó.
"Quando você vai embora de nós
o pronome parte-se ao meio
você diz que só leva o s
e o que adianta?
se comigo sobra o nó
na garganta. "
(Rita Apoena)
sábado, 19 de junho de 2010
(cartão começando em vírgula)
uma ânsia de perplexidade
para movimentar o que
de dentro pra fora toma palavras
como prova que mesmo o antônimo,
junto, é completude - e assim realiza
línguas se fundindo, contatos íntimos
de sentimentos puros e ricamente vívidos.
para movimentar o que
de dentro pra fora toma palavras
como prova que mesmo o antônimo,
junto, é completude - e assim realiza
línguas se fundindo, contatos íntimos
de sentimentos puros e ricamente vívidos.
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