''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

terça-feira, 29 de junho de 2010

Pousa a Mão Na Minha Testa

Não te doas do meu silêncio.
Estou cansado de todas as palavras.
Não sabes que te amo?
Pousa a mão na minha testa:
Captarás, numa palpitação inefável,
O sentido da única palavra essencial
- Amor.
(Manuel Bandeira in Estrela da Vida Inteira)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

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terça-feira, 22 de junho de 2010

''In the backseat''

Eu quero o raso pra desenhar a margem do meu mergulho,
a profundidade pra ser horizonte do princípio Coragem.
Um cuidado que responda disposição pelo simples fato de se ser,
que é o próprio veneno que desenvolve a cura.
Como a maçã da tentação mordida e pura, sustentada.

Um simples, um simplesmente que mesmo a floresta completa não conquista,
mas a saliva de dizer minha essência é que me dá a base pra existir melhor
e assim ver com os olhos de felicidade que é tudo uma coisa só.

Essa capacidade de agregar o mundo nas mãos traz junto da quantidade,
a cor das veias clara na pele; o fluxo pedindo, existindo por um pouco mais.
Partes me faltam e eu supero, mas não há o que substituo
e quando isso dói parece que não há palavra nem glória que não respire um nó.


"Quando você vai embora de nós
o pronome parte-se ao meio
você diz que só leva o s
e o que adianta?
se comigo sobra o nó
na garganta. "
(Rita Apoena)

sábado, 19 de junho de 2010

(cartão começando em vírgula)

uma ânsia de perplexidade
para movimentar o que
de dentro pra fora toma palavras
como prova que mesmo o antônimo,
junto, é completude - e assim realiza
línguas se fundindo, contatos íntimos
de sentimentos puros e ricamente vívidos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

como li de Mário, a Trova:

''Coração que bate-bate...
Antes deixes de bater!
Só num relógio é que as horas
Vão passando sem sofrer.''

terça-feira, 15 de junho de 2010

''Talvez não ser é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando o meio dia
como uma flor azul, sem que caminhes
mais tarde pela névoa e pelos ladrilhos,

sem essa luz que levas na mão
que talvez outros não verão dourada,
que talvez ninguém soube que crescia
como a origem rubra da rosa, (...)''

(Pablo Neruda)

sábado, 12 de junho de 2010

o efêmero em seu pleno incontestável

"Te amo ainda que isso te fulmine ou que
um soco na minha cara me faça menos osso e mais verdade"


(Hilda Hilst)